
A Guitarra Portuguesa é de origem remota, tendo por base a cítara renascentista e o alaúde árabe. Alguns pretendem que tenha origem na chamada guitarra inglesa, que contudo, pura e simplesmente nunca existiu. De facto o termo refere-se a um padrão de qualidade. Durante algum tempo os melhores instrumentos do tipo eram os fabricados em Inglaterra. Na realidade a Inglaterra não tem, de outra forma, grande tradição no desenvolvimento deste tipo de instrumentos.
A Guitarra Portuguesa pertence à família de cordofones conhecida por cistres. Tem seis cordas duplas de aço esticadas sobre um cavalete móvel de osso. Embora normalmente associada com o Fado, existem compositores e executantes que vêem a guitarra portuguesa como um verdadeiro instrumento solista.
Há dois tipos fundamentais de guitarra portuguesa: um de Lisboa, o outro de Coimbra. As suas diferenças incluem o tamanho do corpo e escala, e também a tonalidade. A afinação mais comum da guitarra de Lisboa, também conhecida por banza, é do grave para o agudo - dD, aA, bB, ee, bb, aa, sendo os pares mais graves afinados em oitavas. O instrumento de Coimbra usa a mesma afinação mas um tom abaixo.
Gonçalo Paredes e Flávio Rodrigues, entre outros, foram os compositores mais respeitados dentro do estilo tradicional. Posteriormente Artur Paredes surgiu com a sua interpretação pessoal do instrumento beneficiando a sua acústica de diversas formas. Trabalhando com a família de construtores Grácio, de Coimbra, Paredes trouxe o instrumento para a era moderna, onde ele se mantém hoje, como perfeitamente actual.
Carlos Paredes, filho de Artur Paredes, criou novas melodias e tornou a Guitarra Portuguesa num instrumento de concerto.
Carlos Paredes, filho de Artur Paredes, criou novas melodias e tornou a Guitarra Portuguesa num instrumento de concerto.
A gaita-de-fole (também gaita de foles, cornamusa, museta, musette ou simplesmente gaita) é um instrumento da família dos aerofones, composto de pelo menos um tubo melódico (chamado ponteiro ou cantadeira, pelo qual se digita a música) e dum insuflador mediado por uma válvula (chamado soprete ou assoprador), ambos ligados a um reservatório de ar (chamado fole ou bolsa); na maioria dos casos, há pelo menos mais um tubo melódico, pelo qual se emite uma nota pedal constante em harmonia com o tubo melódico (chamado bordão ou ronco). É um instrumento modal, na maioria das vezes jônio (modo de dó), apesar de haver modelos em modos mixolídio (modo de si) e eólio (modo de lá), para além de possíveis outros. 



