Blogue Iniciado em 31 Julho de 2008

Trova Nossa

Este Blog pretende ser um espaço de informação sobre várias matérias relacionadas com a Música e o Som de uma forma geral, mas irá ter uma preocupação muito especial com a nossa música tradicional, por um lado, e, por outro, com as Músicas do Mundo.
Estará, como é óbvio, à disposição de todos os que queiram colaborar nesta tarefa de divulgar a a nossa música e enriquecer, com o seu contributo, este espaço que se pretende de partilha.

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domingo, 24 de outubro de 2010

Seivane... A Gaita de Foles faz parte do dia a dia desta família Galega...



O Blogue "Cantigueiro", do Samuel, cantor bem conhecido da música de intervenção, do pós 25 de Abril, que sigo atentamente, publicou hoje um "post" que eu não resisto a republicar aqui, tendo em conta a importância que a família Seivane tem na preservação e divulgação da Gaita Galega.

Eis o "post" referido:

Susana Seivane - Um som que vem da História



Quando em 1939, apenas com 18 anos de idade, Xosé Manuel Seivane abriu a sua primeira oficina de construção de gaitas galegas, podia apenas sonhar com um futuro risonho para o seu “obradoiro”, onde começou a tornear na madeira o som ancestral da sua Galiza. Seguindo a melhor tradição destes tocadores de gaita galega que, quase sempre, eram também grandes executantes do instrumento, passou a “doença” aos seus filhos. Um deles, Álvaro Seivane, igualmente tocador e construtor, para além da eterna busca do instrumento perfeito, tratou de “inventar” o tocador perfeito para dar um som novo ao seu sonho.

Conseguida a concordância da senhora sua esposa partem ambos para a cuidadosa “construção” da sua obra mais amada e, em 1976, nasce a Susana. Susana Seivane. Desde criança a tocar como os espíritos da floresta deviam antes tocar. Junta a modernidade e a energia de músicos jovens influenciados por todos os sons do mundo, à sua rigorosa forma de interpretar o sentir galego mais profundo e rural, “enxebre”, como eles chamam a tudo o que é indelevelmente seu.

Aí a têm. Ouçam como ela toca... vejam como ela é. Tenho cá pra mim que a Susana Seivane era moçoila para pôr meia “Festa” a saltar... se um dia lá tocasse, sei lá... “A Carvalhesa”...

Bom domingo!

Ao vivo na "Noite Celta" – Susana Seivane
(Música tradicional galega)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Sabores da infância... em Loriga... o milho assado e o acordar das memórias...

Loriga - Vista parcial

Quando se ultrapassa a barreira do meio século, é sempre interessante encontrar pretextos para recuar no tempo.
Olhar para trás... reavivar memórias...
Mas contrariamente ao que é comum ouvir-se e constatar-se, há sentidos que por vezes desvalorizamos e que nos transportam nessa viagem de uma forma repentina e eficaz.
É o caso do paladar!
Os sabores da nossa infância são uma marca indelével, como que gravada no nosso "ADN" e que perduram ao longo da vida.
Confrontei-me com essa realidade há uns dias atrás, quando me deliciei com duas belas espigas ou maçarocas, como se diz por alguns lados, que assei e que comi com um prazer muito especial!

As minhas maçarocas assadas...

Acontece que na primeira dentada, ao sentir aquele sabor particular... aquela doçura típica do milho verde... dei comigo a viajar no tempo, de regresso à minha infância em Loriga.
Quantas aventuras me passaram pela mente naqueles breves instantes!...
Os dias e dias passados na ribeira... as aventuras nas ruínas da Fândega... nas grutas dos antigos prospectores de minério...

As ruínas da Fândega

Como éramos uns "corrécios" e uns "barromões" (cognomes com que os nossos pais nos brindavam no final do dia), não queríamos regressar a casa para comer, a saída era, portanto, apanhar fruta das árvores e comê-la; arrancar umas maçarocas de milho, assá-las e em seguida devorá-las com aquele apetite voraz, típico das crianças, quando comem alguma coisa de que gostam; apanhar umas trutas, que naquele tempo abundavam na nossa ribeira, que depois de assadas, davam também um belo petisco.
Lembro-me de um pessegueiro de "pêssegos carecas", que naqueles tempos havia, entre o poço das caneladas e o poço forte.

Ribeira da Nave - O poço das caneladas

Ora, acontece que os pêssegos nunca chegavam a amadurecer, já que a "pirralhada" que por ali andava, se encarregava de os pilhar, mal a côr verde se começava a esbater.
Mas... deixemos as divagações e voltemos ao milho.
As maçarocas eram, de facto, um dos grandes pitéus, com que saciávamos a nossa avidez, mas como as espigas eram arrancadas ainda verdes, tínhamos que saber escolher as que já não estavam em leite. Para diferenciarmos as que seriam comestíveis, tínhamos que prestar atenção às "barbas". As melhores eram as que, tendo as folhas ainda verdes, já tinham as barbas castanhas. Essas sim, estavam boas para assar!...
Mas, as nossas delícias, não se ficavam pelo devorar da maçaroca assada! As barbas também tinham a sua utilidade, bem como as folhas que envolviam a espiga. Depois de secas serviriam para o nosso "ritual de iniciação" no vício de fumar... foi com este "tabaco" natural que a maioria dos jovens do meu tempo começou a fumar... era o chamado tabaco "tarroano".
Que saudades!!!
O milheiral com as espigas ainda verdes e as barbas a acastanhar...

Como é que duas espigas que comprei para assar, com a intenção de dar a provar ao meu filho um dos sabores da minha infância... conseguem ter esta magia de me transportar para esses tempos e me perder em recordações que aqui estou a partilhar, como se voltasse a viver essas experiências tão divertidas...
Mas... voltemos ao mundo real!
O facto é que o paladar consegue ter este poder, talvez até mais forte que a visão ou a audição, porque, dando mais margem à imaginação, faz-nos encurtar as distâncias e transportar-nos vertiginosamente para o passado.
Havemos de lá voltar... com outras memórias e novas aventuras...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dia Mundial da Música... Assinalado com Exposições da Minha Colecção de Instrumentos Musicais.


Para assinalar o Dia Mundial da Música, a minha Colecção de Instrumentos Musicais, dividiu-se por dois locais de exposição, em duas escolas de Torres Vedras.
O conjunto dos Instrumentos Tradicionais Portugueses, esteve em Exposição na EITV - Escola Internacional de Torres Vedras, por iniciativa do meu amigo Rui Santos, professor de Educação Musical, naquela escola.
Entretanto, outra parte significativa da Colecção - Instrumentos do Mundo - está em Exposição no Centro de Recursos da EBI Pe. Vitor Melícias, durante uma semana, numa iniciativa do Grupo de Educação Musical, do qual faço parte.
Por outro lado, a APVM Tv - Televisão interna do Agrupamento de Escolas Pe. Vitor Melícias, associou-se a esta comemoração emitindo durante o dia de hoje um "Slide Show" da minha colecção na sua totalidade - 162 instrumentos.
Poderão ver um conjunto de fotos das duas iniciativas:


A Exposição na Escola Internacional de Torres Vedras



A Exposição na EBI Pe. Vitor Melícias

sábado, 25 de setembro de 2010

Fim de Semana com intensa actividade...


Foi de facto um Fim de Semana bastante activo!
No dia 24, foi a actuação do Grupo RiBombar, na inauguração da Exposição Linhas Cruzadas, actividade integrada na Comemoração do Bicentenário das Linhas de Torres.
Já no Sábado, foi a actuação do Grupo ComCordas, na Comemoração do Aniversário da Associação de Reformados de Torres Vedras.
Na Sexta Feira, 24, o Grupo RiBombar, participou na inauguração referida, no edifício dos antigos Paços do Concelho. Esta exposição resulta da colaboração partilhada de diversas instituições, entre as quais EBI Pe. Vitor Melícias.
A Profª Ana Cláudio, que coordenou o projecto na nossa escola, publicou no Facebook um Álbum com fotos do evento.


Entretanto, na tarde do dia 25, na sede da Associação de Reformados de Torres Vedras, teve lugar a cerimónia da comemoração do seu aniversário, com um programa musical variado.
Após os discursos de circunstância e das homenagens feitas aos anteriores Presidentes da Direcção, actuou o Côro da referida Associação, seguido do "ComCordas" - Grupo de Cavaquinhos de Torres Vedras. A sessão encerrou com fado, onde colaborei acompanhando à viola.
No dia 25, decorreu, também, em Torres Vedras, uma Feira Oitocentista, com a participação de inúmeras associações do concelho, entre elas a Casa da Cultura de Ponte do Rol.


Brevemente publicaremos fotos destes eventos...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A Bandinha dos Cavalos em Cabeçudo - Sertã

No passado dia 29 de Agosto, a Bandinha dos Cavalos deslocou-se a Cabeçudo, freguesia do Concelho da Sertã, para participar nas Festas em Honra de Sto Estêvão e Nª Srª da Piedade.
Foi uma viagem interessantíssima, contornando a Barragem de Castelo de Bode e envolvendo-nos na chamada "Zona do Pinhal", no Distrito de Castelo Branco.
A simpática Freguesia de Cabeçudo, recebeu-nos de forma irrepreensível!...
Desde o magnífico almoço, servido no Restaurante "Ponte Velha", na Sertã, que aconselhamos vivamente a quem visite aquelas paragens, até ao acompanhamento que nos foi feito pelos elementos da Comissão de Festas, tudo esteve impecável.
A Festa cujo ponto alto foi a Procissão, abrilhantada pela Bandinha dos Cavalos, após a Missa celebrada na capela de Nª Srª da Piedade, culminou com um verdadeiro concerto da Bandinha dos Cavalos, distrubuído por vários pontos do recinto... e... já havia caído a noite quando esta terminou a sua actuação.
O Vídeo que realizámos com as fotos captadas nesse dia, ilustram aquilo que atrás descrevemos...