Blogue Iniciado em 31 Julho de 2008

Trova Nossa

Este Blog pretende ser um espaço de informação sobre várias matérias relacionadas com a Música e o Som de uma forma geral, mas irá ter uma preocupação muito especial com a nossa música tradicional, por um lado, e, por outro, com as Músicas do Mundo.
Estará, como é óbvio, à disposição de todos os que queiram colaborar nesta tarefa de divulgar a a nossa música e enriquecer, com o seu contributo, este espaço que se pretende de partilha.

Publicidade

Pesquisar neste blogue

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Fim de Semana de Intensa Atividade nas Aldeias de Montanha




Nove percursos pedestres no território das Aldeias de Montanha são a proposta do Município de Seia para assinalar o Dia Mundial do Coração, que este ano se comemora a 29 de setembro.

O dia dedicado ao coração será comemorado em Seia com um convite à população para caminhar, numa ação de sensibilização para a adoção de um estilo de vida mais saudável.
“Este ano o programa é mais abrangente, propondo-se a realização simultânea de percursos pedestres de pequena rota no território das Aldeias de Montanha, itinerários pedestres que constituirão uma das várias propostas de rotas pedestres da Rede de Aldeias de Montanha”, salienta a autarquia em comunicado. 
Os itinerários terão início, em simultâneo, às 9H30 nas localidades de Alvoco da Serra, Lapa dos Dinheiros, Loriga, Sabugueiro, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim e Vide. Na aldeia de Cabeça a caminhada está agendada para mais tarde, às 16H30, tendo em conta que neste sábado a aldeia acolherá ainda o Serão D’Aldeia “Noite da Bôla Lêveda da Cabeça”. O ponto de encontro está marcado para junto das sedes das juntas de freguesia, com exceção da vila de Loriga, com início a partir da Carreira, Sazes da Beira, junto ao Santuário Santa Eufêmia, Teixeira, na Associação dos Amigos da Teixeira, e Valezim, na Senhora da Saúde.
De tipologia de pequena rota, os circuitos estão classificados com um grau de dificuldade baixo e serão acompanhados por técnicos do Município de Seia. A participação é livre, aconselhando-se o uso de calçado e vestuário adequado para caminhadas



Serão D’Aldeia com desfolhada do milho A “Noite da Bôla Lêveda da Cabeça” é a proposta para mais um Serão D’Aldeia, no dia 29 de Setembro, na aldeia de Cabeça, concelho de Seia. Associado ao plano de animação da Rede de Aldeias de Montanha, a aldeia convida a comunidade a presenciar uma actividade da aldeia, que tem na sua génese a tradicional desfolhada do milho, proposta que se estende à prova daquela que, pelos habitantes da aldeia, é considerada uma das melhores bolas do Mundo, a Bôla Lêveda da Cabeça.A gente da aldeia vai receber os visitantes com outras surpresas gastronómicas, a que se junta a música, com uma actuação do Grupo Local, o Balancé da Cabeça. Está também programada uma caminhada, com início às 16.30 horas, num itinerário pelos socalcos da aldeia, para assinalar o Dia do Coração. Cabeça é uma pequena povoação situada num morro, sobranceira à ribeira de Loriga, no concelho de Seia. Caracteriza-se pelos seus socalcos onde, ainda, são utilizados instrumentos agrícolas muito primários. 


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Loriga - A Ribeira de S. Bento... Esquecida ou Bloqueada?...



Quando nos criávamos, em Loriga, nos idos anos 60 do século passado, a ribeira era o nosso mundo...
No verão calcorreávamos, "dinqueiros" a ribeira "pia cima e pia baixo", como no tempo usava dizer-se.
A Ribeira da Nave, por estar mais livre, era mais frequentada. No entanto, a Ribeira de S. Bento, foi aquela com a qual tive o primeiro contacto. Por um lado, pela proximidade, por outro, porque a minha tia Aurora, irmã da minha avó, tinha o moinho do regato onde nós íamos frequentemente buscar farinha para a minha mãe cozer a broa.
A Ribeira de S. Bento, onde estavam instaladas a maioria das fábricas, não era tão apetecível como a da Nave, mas nós usufruíamos dela entre o regato e o "Poço do Leques". E a "Piorca", pela sua configuração estranha, exercia um certo fascínio sobre nós, crianças de tenra idade, que víamos ali mais um grande motivo de aventura.
Na época, a ribeira estava acessível a toda a gente, apesar de a água ser desviada para os "pisões" das fábricas que ainda laboravam, nomeadamente a Leitão & Irmãos, a Redondinha, a das Malhas Nunes & Abreu e a do Moura Cabral. Mas nós não tínhamos qualquer problema em dividir os nossos "territórios de aventura" com as fábricas onde os nossos pais ganhavam o pão e onde nós próprios, durante as férias aprendíamos o valor do trabalho. Lembro-me que, naquele tempo, três crianças de 12 anos, na "Caneleira", alimentavam 20 "Tecelões" na fábrica do Moura Cabral. O meu pai dizia que o patrão nos deixava aprender uma profissão, mas o certo é que os teares trabalhavam, porque nós enchíamos as canelas para as lançadeiras dos teares, continuarem a tecer.
Voltando à Ribeira...
Decidi, no dia  9 de Agosto, aventurar-me pela Ribeira de S. Bento, à procura dos locais da minha infância, nomeadamente a "Piorca".


Tinha pensado publicar algumas fotos com o título de "Ribeira Esquecida", uma vez que a Ribeira da Nave, devido à Praia Fluvial e à sua notoriedade, tem sido alvo de inúmeras fotos e a de S. Bento, raramente é retratada, pelos que, nas redes sociais e não só, divulgam a nossa terra.
Mal eu sabia o que me esperava!...
Ao chegar ao local onde antes estava o moinho, deparei com uma construção, que não tinha nada a ver com a anterior e, mais adiante, uma ponte de cimento, que une as duas margens da ribeira. Mas...  a levada que seguia para a ribeira já lá não está. Então, pensei: -Vou passar para a outra margem e sigo pela levada de lá.
Assim fiz. Mas os silvados não me deixaram prosseguir.
Resolvi voltar ao inicio e subir a rampa da fábrica, na esperança de ir pela levada que estava por detrás desta. Em vão. Não havia qualquer passagem.
"Embarrei-me num cômbaro", como se dizia em Loriga, por trás da atual fábrica de Malhas Pinto Lucas e consegui chegar à levada. Mas, qual não é o meu espanto, quando me vejo rodeado de vedações.
Olho ao redor, enquanto vou fotografando alguns recantos que me pareciam especiais, percebo que estou "enqueiçado", falando em bom Loriguês. Apesar disso, não desanimo e sigo em direção a uma parte da vedação que me parecia ser um portão.
Felizmente apareceu uma pessoa!...
Identifiquei-me e logo obtive licença para passar pelo dito portão. Segui, então, na direção do meu objetivo,  a "Piorca". Pretendia continuar até ao "Poço do Leques", mas... a densa vegetação, por um lado e as vedações por outro, impediram-me de concretizar este desiderato.
Mais uma vez, necessitei de obter licença para passar pelos terrenos vedados e consegui inteirar-me das razões que levaram a este bloqueio da Ribeira.
Sem querer desenterrar, qualquer guerra antiga, apenas pretendo alertar, para o facto de, em Loriga estar a assistir-se, como noutros lados a uma privatização de muitas serventias públicas.
A ribeira sempre foi e deveria continuar a ser acessível. Porém, como alguns têm a pretensão de ser donos do mundo, mesmo que o seu mundo seja uma pequeníssima "quinta", o que é de todos, porque todos nos demitimos de exercer a nossa cidadania, é objeto de apropriação indevida por uns poucos que se julgam com direitos  especiais.
Ao que sei, foi o que se passou com as serventias das levadas que nos levavam para a ribeira...
Foram cortados os acessos, sem qualquer benefício para os proprietários, mas com o prejuízo de todos!
Se não estivermos atentos, talvez um dia destes, não seja possível vermos fotos como estas...


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ribombar - Fim de Semana em Cabeça e Loriga


O Grupo Ribombar e um conjunto de amigos de Torres Vedras, visitataram a região da Serra da Estrela, no passado fim de semana, 30 de junho e 1 de julho. A primeira paragem foi na Freguesia da Cabeça, a 1ª ALDEIA LED de Portugal. Aqui, o grupo, depois de um almoço partilhado, no Pavilhão Multiusos cedido pela freguesia, ofereceu à população uma tarde de animação, com uma arruada e uma atuação no Largo da Malhada.
Também alguns dos elementos do Grupo ComCordas, que seguiam na comitiva participaram na animação, com os seus Cavaquinhos.





Houve, ainda tempo para visitar a Igreja de S. Romão e a "Casa do Tear", dois locais cheios de história e histórias interessantes, que nos foram contadas, com grande vivacidade e entusiasmo, pelo nosso anfitrião, o amigo José Pinto.

No fim, foi-nos oferecido um belíssimo lanche com as iguarias da região, que fizeram as delicias dos visitantes.


Depois de ter passado uma magnífica tarde na Cabeça, o grupo rumou a Loriga, onde nos esperava um compromisso... uma arruada com gigantones, para anunciar a chegada da Marcha de Loriga e da convidada, Marcha de Avô. Por volta da 21:00h, lá seguimos, "pia baixo"- como noutros tempos se dizia em Loriga- com dois feios gigantones que seguiam na frente do grupo. Percorremos as principais ruas da vila, tendo regressado ao local de inicio: a Carreira, na Av. Augusto Luiz Mendes. 



 Seguiu-se a apresentação das Marchas. A Marcha de Loriga, cujo tema deste ano, é o minério, apresentou-se em primeiro lugar. A apresentação esteve a cargo do Carlos Amaro, que se socorreu de um pequeno texto, da sua autoria para explicar o aparecimento de alguns dos elementos coreográficos, nomeadamente a bandeira britânica. A presença inglesa no tempo da II Guerra Mundial e a queda do avião da RAF - Royal Air Force, bem como a logistica que, na altura foi montada em Loriga, para a exploração do minério - Volfrâmio e Urânio, que seria usado pelos ingleses na guerra contra a Alemanha.  




Antes da atuação do Balancé da Cabeça, ainda houve tempo para apresentar em Loriga o Hino da Praia Fluvial. 

Após a atuação do grupo Balancé, a animação continuou, com DJ e Karaoke. 
Após uma noite gélida, eis que o novo dia surge com céu limpo e um sol radioso. Como esperávamos, um clima propício para a caminhada que haviamos planeado. E lá vamos então, serra acima, em direção à "Casa do Guarda", para depois derivar para a Praia Fluvial de Loriga, onde todos ansiavam chegar... os mais novos, para darem os seus mergulhos... os mais velhos para apreciaram a beleza do local. 








Uma ou outra cerejeira à beira do caminho, fizeram as delícias dos Torreenses que provaram  e gostaram, das cerejas de Loriga.
Por volta do meio dia, regressámos aos alojamentos respetivos para as últimas arrumações. Seguiu-se um excelente almoço, no Restaurante Império. Findo o almoço, ainda tempo para umas últimas compras e a viagem do regresso iniciou, já passava das três da tarde. Após um viagem calma e tranquila, apesar de um ou outro percalço, na parte final, chegámos ao destino por volta das 21:00h. 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Gravada a versão final do Hino da Praia Fluvial


Depois de ter sido apresentado pública e oficialmente no passado dia 9 de Junho, no decurso da 24ª Semana Serrana, gravámos hoje, num dos melhores estúdios da Península Ibérica, que por acaso se situa em Ponte do Rol, a versão final do Hino da Praia Fluvial de Loriga.
Chegámos, assim, ao fim de um processo que se iniciou há pouco mais de um mês com um encontro entre o autor/compositor Amadeu Diniz da Fonseca, que conhecemos através do loriguense José Prata.
O local escolhido foi a sede da ANALOR, com a presença do Presidente da Direção, Dr. José Mendes e nesse dia ouvimos pela primeira vez o que era um esboço  da cantiga. Nesse mesmo dia trocámos ideias sobre alguns dos aspetos da letra, do refrão, do ritmo, da possivel orquestração e comprometemo-nos a dar seguimento ao projeto.
Pedimos colaboração a um outro loriguense, o José Manuel Alves que, prontamente, aceitou e com quem trocámos ideias sobre o arranjo instrumental  e a forma de o gravar. É dele o arranjo instrumental e, com ele, gravámos a maquete e a versão que apresentámos na Semana Serrana.
A Silvia Filipe entra no projeto, porque tem uma excelente voz, dois discos gravados e alguns anos de ligação ao mundo das cantigas. Esteve há alguns anos em Loriga onde atuou, com o grupo feminino as "Coktail K" e leciona a disciplina de EVT na EBI Padre Vitor Melícias, onde trabalhamos  e colaboramos em alguns projetos desde 2006.
Aceitou o desafio de dar voz ao nosso hino e fê-lo com muito gosto, como fez questão de frizar.
O resto apareceu naturalmente já que fazemos este tipo de trabalho há muitos anos e a orquestração final, bem como o arranjo vocal, foi ada nossa responsabilidade.
Coincidentemente, existe em Ponte do Rol um dos melhores estúdios da Peninsula, como já referimos, o Canoa Studios.
Entre muitos outros trabalhos de grande viibilidade deste estúdio, podemos referir que o grande sucesso  "Perdoname" de Carminho e Pablo Alboran, gravou as Guitarras e as vozes neste estúdio.
Por outro lado, o Nelson Canoa, dono e responsável pela nossa gravação tem a direção musical do programa "Ídolos" da SIC.

Estavam, assim, reunidas as condições para chegarmos a um produto com a qualidade do que aqui apresentamos e Loriga merece!
Partilhamos também alguns dos momentos da gravação.  












terça-feira, 12 de junho de 2012

Praia Fluvial de Loriga já tem Hino...

No passado sábado, dia 9 de junho, teve lugar na Quinta de S. José em Sacavém, no decorrer da 24ª Semana Serrana, organizada pela ANALOR, Associação dos Naturais e Amigos de Loriga, a apresentação oficial do hino da Praia Fluvial de Loriga.

Foto Nádia Garcia Martins

Com a presença do autor e compositor, Amadeu Diniz da Fonseca, do José Manuel Alves e de Pinto Gonçalves,  que em parceria fizeram a orquestração e do padrinho da Praia, na sua candidatura às 7 Maravilhas - Praias de Portugal, António Sala, foi apresentado a uma plateia que enchia a Quinta e que entoou em coro o refrão: Ó Loriga, ó Loriga / Minha serra minha mãe / Tua praia é a mais bonita / Que a nossa Estrela tem.
Cantado ao vivo por Fernanda Conde e Pinto Gonçalves, contou com a colaboração do vasto público presente.

Partilhamos aqui algumas fotos do momento e um vídeo cuja a banda sonora é uma primeira gravação do Hino feita para a apresentação.



Foto de José Prata


Foto de Tó Amaro