Como oportunamente anunciámos o RiBombar foi convidado a participar neste evento... uma parceria das Escolas Henriques Nogueira e Pe. Vitor Melícias.
Aqui deixamos o registo da nossa participação.
Blogue Iniciado em 31 Julho de 2008
Trova Nossa
Este Blog pretende ser um espaço de informação sobre várias matérias relacionadas com a Música e o Som de uma forma geral, mas irá ter uma preocupação muito especial com a nossa música tradicional, por um lado, e, por outro, com as Músicas do Mundo.
Estará, como é óbvio, à disposição de todos os que queiram colaborar nesta tarefa de divulgar a a nossa música e enriquecer, com o seu contributo, este espaço que se pretende de partilha.
Publicidade
Pesquisar neste blogue
domingo, 10 de abril de 2011
Dia de Aniversário da MInha Mãe...
Este é sempre um dia especial... 10 de Abril é o dia de aniversário do nascimento da minha da minha mãe.
Não sei porquê, mas prefiro recordar este dia do seu nascimento, mais do que o dia da sua morte.
Assim, na passagem de mais um aniversário - seria o 76º - publico o texto com que no ano passado pretendi homenageá-la...
Não sei porquê, mas prefiro recordar este dia do seu nascimento, mais do que o dia da sua morte.
Assim, na passagem de mais um aniversário - seria o 76º - publico o texto com que no ano passado pretendi homenageá-la...
Maria Emília Florêncio Pinto - 10 de Abril de 1935 / 07 de Agosto de 1981
Foi a 10 de Abril de 1935. Nascia a última filha de Joaquim Pinto Assunção e Amélia de Jesus Florêncio.
A Maria Emília Florêncio Pinto, completaria hoje 75 anos.
Mulher de fibra, inteligente, trabalhadora, de enorme sensibilidade e tolerância, era o pilar da minha família.
Sendo o meu pai uma pessoa mais rude, ela equilibrava, com o seu afecto e compreensão, os momentos de conflito que os filhos , como é normal, tinham com ele.
Nunca o desautorizou, mas compensava-nos com a sua ternura e sensibilidade, nunca deixando, no entanto de nos repreender.
Pertencendo a uma família numerosa, nunca deixou de receber todos da melhor maneira que podia e sabia.
Lembro-me de ouvir aos meus primos que na altura viviam em Sacavém:
- A tia Maria Emília deve ter um segredo qualquer, porque mesmo chegando de surpresa, ela arranja almoço ou jantar para dez ou quinze em três tempos.
Era uma mulher de uma enorme simpatia e eficiência. Todos os sobrinhos a adoravam!
Habituei-me, desde pequeno, a uma casa cheia de primos, pois ela atraía a todos com a sua maneira de ser. Todos se sentiam bem perto dela e ela a todos acolhia com a mesma atenção e carinho, nunca rejeitando ninguém.
Empreendedora e corajosa, era ela que empurrava o meu pai para os projectos mais arrojados.
Era o seu porto seguro, mesmo nos momentos mais difíceis e houve muitos.
Sofreu imenso com a doença que viria a vitimá-la, mas não tinha por hábito queixar-se muito. Apesar do sofrimento, que, calculo, fosse imenso, continuou a trabalhar e a contribuir grandemente para o orçamento familiar. Até que, com apenas 46 anos, deixou de sofrer em 7 de Agosto de 1981.
Avessa a conflitos, tal como seu pai, apaziguava os ânimos entre os membros da família, ocasionalmente, desavindos, tendo sempre um conselho amigo para os mais novos e, daí a predilecção dos seus sobrinhos, quer directos, quer por afinidade.
Era admirada e respeitada por todos!
Participou nos Movimentos Operários Católicos, na JOC e na LOC, organizações cívicas de referência antes do 25 de Abril.
Apesar de pouco instruída, tinha apenas a 4ª Classe, era uma pessoa extremamente culta, já que tinha herdado muitos dos conhecimentos do seu pai.
Abandonou os Lanifícios, mas dedicou-se às Malhas, sendo o pilar da micro empresa familiar que criou com o marido. Era ela o suporte logístico da empresa e o seu empreendorismo levava-a a procurar sempre novos modelos para estar actualizada e na vanguarda da tecnologia do sector.
Lembro-me que foi ela que convenceu o meu pai a comprar uma máquina tecnologicamente avançada para fazer "Jacard" a partir de cartões picotados. Chegou a criar padrões próprios, no sentido de tornar os seu produtos mais concorrenciais.
Para além destas qualidades... era uma cozinheira, como havia poucas!
Com ela aprendi a cozinhar... a tecer... a ler... a sentir... a pensar...
O que hoje sou, como pessoa, mais do que ao meu pai, devo a ela.
Estávamos sempre muito mais próximos, ela costumava dizer que eu não precisava falar, porque ela adivinhava o que eu pensava e sentia...
Era assim a minha mãe! A melhor mãe do mundo!
Onde estiveres... parabéns pelo teu aniversário!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Conferência "Memórias com Alma nos Cantares da Quaresma em Loriga"
Clique na imagem para ver o Flyer
É já no próximo dia 16 de Abril que reviveremos em Sacavém os rituais loriguenses da Quaresma e Semana Santa.
A este propósito, gostaria de partilhar com os que passam por este Blogue, uma breve nota sobre o Canto da Verónica.
O Canto da Verónica é uma tradição com muitos anos em Loriga. É realizado sempre na Procissão dos Passos, na Quinta Feira Santa, participando também no Enterro do Senhor na Sexta Feira Santa. Sabemos que nos Evangelhos, não aparece mencionada esta figura da Verónica. Entre as várias mulheres que serviam Jesus, o nome dela não é referido. Pensa-se, por isso, que o nome possa exprimir sobretudo o que a mulher fez. Com efeito,segundo a tradição, no caminho para o Calvário, uma mulher passou por entre os soldados que escoltavam Jesus e, com um véu, enxugou o suor e o sangue do rosto do Senhor. Aquele rosto ficou gravado no véu: um reflexo fiel, uma verdadeira imagem, uma "vera icone". Desta expressão derivaria o nome de Verónica.
Assim, este nome, que recorda o gesto realizado pela mulher, encerra, simultaneamente, a verdade mais profunda a dela mesma. Não só o gesto como o canto, um excerto das lamentações do Profeta Jeremias
O Canto é inspirado no Canto das Lamentações de Jeremias que aqui se publica na íntegra:
O vos omnes, qui transitis per viam, attendite et videte,
si est dolor sicut dolor meus,
quem paravit mihi,
quo afflixit me Dominus
in die irae furoris sui.
(Lamentationes, Vetus Testamentum, Neo Vulgata – Bibliorum Sacrorum Editio)
Fotos de Tiago Lucas em Loriganet
Como se pode constatar, deste canto das lamentações foi extraída uma parte que, tem servido ao longo do tempo, para dar corpo a esta tradição. Em Loriga, a Verónica canta com uma melodia em que a forma Gregoriana dos "melismas" está bastante presente:
O vos omnes qui transitis per viam, attendite et videte si est dolor sicut dolor meus.
(Lam 1,12)
Traduzindo: Ó vós todos que passais pela rua, atendei (prestai atenção) e vede se há dor igual à minha dor.
As Marias (são assim chamadas as mulheres que acompanham a Verónica), respondem cantando:
Jerusalem, Jerusalem convertere ad Dominum Deum tuum
Que em português quer dizer
Jerusalem, Jerusalem, converte-te ao Senhor teu Deus
* Melismas - quando uma sílaba se prolonga no canto com uma melodia ondulante...
terça-feira, 5 de abril de 2011
RiBombar participa no evento "Sabores de Cada Saber"
O Grupo RiBombar participa na próxima 5ª Feira, dia 7 de Abril, com uma arruada, junto ao Mercado Municipal, dirigindo-se posteriormente para a Praça da República.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
A Ementa das Almas em Loriga... Madrugada de 3 de Abril de 2011
No passado fim de semana, na passagem do 4º Domingo da Quaresma, teve lugar, em Loriga, durante a madrugada de Domingo, o Ritual da Ementa das Almas.
33 anos depois, pude reviver este ritual cantando com o grupo, durante parte da Arruada, e acompanhei alguns dos participantes na primeira parte, tendo recolhido as imagens que aqui partilho neste vídeo.
Entretanto, pudemos tratar, em Loriga, de alguns dos preparativos para a Conferência que terá lugar em Sacavém, no próximo dia 16, sobre este ritual.
Trata-se de uma iniciativa inserida na Exposição: Memórias com Alma - de Loriga a Sacavém.
Oportunamente aqui daremos mais pormenores sobre este evento.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






