Recordo a minha com imensa saudade...
Maria Emília Florêncio Pinto - 10 de Abril de 1935 / 07 de Agosto de 1981
Blogue Iniciado em 31 Julho de 2008
Recordo a minha com imensa saudade...
Muita coisa mudou na minha vida desde o dia 25/12/2021, data da minha última publicação.
Na altura estávamos a sair da pandemia, o mundo estava a normalizar e a aprender de novo a socializar. Eu exercia funções de Diretor do Agrupamento de Escolas Padre Vitor Melícias, em Torres Vedras, tinha uma rotina diária que me preenchia, com inúmeras atividades, para além da escola, nomeadamente as ligadas à dinamização da AnimEsp, associação cultural a que presido ainda hoje, com toda a atividade dos projetos Ribombar, Rufinhos e Rufos e Roncos.
Entretanto... a minha vida mudou!...
Em abril/maio de 2023 comecei a equacionar aceitar novos desafios porque estava a desiludir-me com a dificuldade de gerir um agrupamento com as características do nosso. A ousadia e inovação, tão apregoada pelos políticos, esbarra, na maior parte dos casos, no conservadorismo e burocracia das inspeções e dos serviços centrais do ME.
Orgulho-me do trabalho que realizámos, do modelo de escola que construímos, das batalhas que travámos, dos obstáculos que ultrapassámos... sempre em equipa. Uma equipa fantástica que transformou uma escola estigmatizada, numa escola prestigiada pelos projetos inclusivos e inovadores; pela valorização das artes como fator de promoção do sucesso; pela internacionalização, permitindo aos nossos alunos experiências enriquecedoras e inesquecíveis; pelas parcerias com agentes económicos locais potenciando a concretização de projetos emblemáticos.
Mas... como referi anteriormente, muito mais teria sido feito se não houvesse os travões que nos impediam de avançar com novas ideias e projetos.
Assim, quando comecei a pensar em alternativas, abriram-se várias portas. A primeira opção foi Timor.
Na altura um amigo falou-me de um projeto de promoção da língua portuguesa através da música, em Timor. Achei a ideia interessante e comecei a recolher informação sobre o assunto e estava decidido a avançar e abraçar este desafio. Foi neste pressuposto que falei com o antigo Sec. de Estado da Educação, Dr. António Leite. Desta conversa surgiram algumas propostas de cooperação noutros PALOP's. Desde logo, S. Paulo, Bissau(escolas novas) e Mindelo, Lubango e Beira, com polos das escolas já existentes na Cidade da Praia, Luanda e Maputo. Pelo meio, apresentei uma candidatura para lecionar Ed. Musical no Polo do Mindelo, onde sabia existir uma vaga para Ed. Musical e concorri para os CAF's em Timor.
Recebi então uma proposta do Sec. de Estado para assumir o cargo de Subdiretor do Polo do Mindelo ou do Lubango. Aceitei sem hesitar o Polo do Mindelo, onde me encontro desde 2023.
Tem sido uma experiência incrível!...
As gentes do Mindelo, S. Vicente, são muito hospitaleiras e simpáticas! Sinto-me verdadeiramente em casa!
Sendo esta a ilha da música, eu estou na minha zona de conforto, tendo em conta a minha paixão pela música. O convívio com os músicos de Cabo Verde tem sido muito enriquecedor. Tenho aprendido imenso! Tenho cantado e tocado nos mais diversos lugares, sentindo-me já um verdadeiro embaixador da música portuguesa em Cabo Verde!
Em Cabo Verde aprendi a ver a vida de uma outra forma. Esta gente vive feliz com muito pouco! Há carências? sim. Mas as pessoas não deixam de se divertir e de festejar. Exemplo desta vida mais descontraída, sem correria é o facto de a quinta-feira ser chamada a sextinha, porque à sexta-feira eles dizem: Sextou... festou! E, na realidade, na sexta-feira qualquer lugar tem música ao vivo no final do dia. As Mornas, as Coladeras ou Koladeras, o Funaná, o Cola San Jon, o ritmo Mandinga, o Samba do Carnaval do Mindelo, diferente do Samba do Brasil, ecoam nas noites do Mindelo de segunda a sexta, nos lugares de culto, mas de quinta a sábado a noite do Mindelo é mais animada.
Tem sido muito gratificante viver intensamente esta minha experiência africana!
Prometo intensificar a minha atividade neste meu blog, partilhando com os meus seguidores os melhores momentos vividos nesta ilha da MORABEZA!
Desta vez decidi fugir ao habitual bacalhau cozido com batata e couve.
Os ingredientes estão lá, mas 2021 foi altura de inovar. Partilho então com os meus amigos os passos desta aventura na cozinha.
Ingredientes:
Batata miúda assada com casca
Cebola de Touvedo
Couve Portuguesa biológica, de Loriga
Cachaço de Bacalhau
Broa de Loriga
Azeite do Alentejo
Preparação:
Depois da assadas as batatas cortam-se às rodelas, rega-se o fundo da travessa de ir ao forno com azeite e espalham-se de forma a cobrir toda a superfície. As couves, depois de cozidas, cortam-se em tirinhas, salteiam-se com um pouco de azeite e alho e colocam-se na travessa por cima das batatas. O bacalhau depois de cozido é desfiado e salteado com cebola. Depois coloca-se na travessa da mesma forma que as camadas anteriores. Por fim, espalha-se a broa e rega-se com azeite.
Para dar uma nota mais artística à travessa, cortei dois ovos cozidos às rodelas e espalhei por cima da broa e ralei um pouco de cenoura para colorir a superfície.
Et Voilá!!!
Documentei cada passo com fotos que aqui partilho:
Há cerca de cinco anos numa das aulas de Cordofones que leciono na AUTITV - Universidade da Terceira Idade de Torres Vedras surgiu a ideia de uma das minhas alunas, Edite Melo, pintora conceituada, pintar um bombo que eu tinha construído. Isto no seguimento de uma conversa sobre a exposição 70 Cavaquinhos - 70 Artistas. Também a Helena Pina, outra das minhas alunas se ofereceu para pintar um bombo se eu lhe fornecesse o dito.
Construí os dois bombos e, logo ali me surgiu a ideia de convidar mais pessoas amigas, que eu sabia que pintavam ou tinham pelo menos esse gosto, para dar corpo à ideia que acabara de nascer. Fazer uma Coleção/Exposição de bombos pintados ou decorados a que iria chamar "Bombos Com Arte".
Os amigos foram aparecendo e os bombos também e assim foi surgindo a coleção que agora está pronta para ser exposta. Em suma, temos 18 Bombos - 18 Artistas
Salienta-se a forte presença de artistas loriguenses: António Matias, José Mendes, Otília Rodrigues, Fernanda Dias, Vanda Oliveira, Lurdes Moura Pinto e Joaquim Pinto Gonçalves. Por outro lado, a Lourdes Silva e o Armindo Reis têm referências a Loriga nos seus bombos.
Para finalizar a Coleção, pedi de novo à Edite Melo para pintar, desta vez um tambor Xamânico que pelo facto de se poder pendurar, poderia levar o nome da Exposição. Ela acabou por pintar toda a pele e colocou o nome da Exposição numa tela. Ganhou-se assim mais uma obra de arte para esta Coleção/Exposição.
Brevemente será exposta num espaço em Torres Vedras que virá a ser a sede da AnimEsp - Associação Cultural. Depois poderá viajar pelo país pelas localidades que tenham grupos de bombos e queiram mostrar uma outra arte concretizada com este instrumento que estaria destinado a uma arte diferente.
Apresentamos os Bombos e os Autores:
Bombo nº 1 - Edite Melo
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Bombo nº 2 - Helena Pina
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Bombo nº 3 - Helena Felgueiras
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Bombo nº 4 - Lourdes Silva
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Bombo nº 5 - António Matias
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Bombo nº 6 - José Mendes
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Bombo nº 7 - Célia Duarte
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Bombo nº 8 - Ana Temudo
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Bombo nº 9 - Ana Maria Monteiro
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Bombo nº 10 - Joana Monteiro
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Bombo nº 11 - Armindo Reis
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Bombo nº 12 - Domingos Broa
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Bombo nº 13 - Otília Rodrigues
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Bombo nº 14 - Fernanda Dias
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Bombo nº 15 - Vanda Oliveira
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Bombo nº 16 - Lurdes Moura Pinto
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Bombo nº 17 - Manuela Lores
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Bombo nº 18 - Pinto Gonçalves
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