Blogue Iniciado em 31 Julho de 2008

Trova Nossa

Este Blog pretende ser um espaço de informação sobre várias matérias relacionadas com a Música e o Som de uma forma geral, mas irá ter uma preocupação muito especial com a nossa música tradicional, por um lado, e, por outro, com as Músicas do Mundo.
Estará, como é óbvio, à disposição de todos os que queiram colaborar nesta tarefa de divulgar a a nossa música e enriquecer, com o seu contributo, este espaço que se pretende de partilha.

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quarta-feira, 30 de março de 2011

Aldeia LED - Cabeça, uma aldeia a consumir menos energia...



A aldeia de Cabeça, no Concelho de Seia é a primeira aldeia LED do país. O LED é uma solução de poupança de energia, mantendo uma iluminação pública de qualidade.
Veja a notícia no:




segunda-feira, 21 de março de 2011

Geração à Rasca - A Nossa Culpa...

Não resisto a partilhar com os meus leitores e seguidores este belíssimo texto de Mia Couto, que nos traz um retrato "nú e cru" da realidade dos nossos dias... Vale a pena perder (ganhar) um pouquinho de tempo a lê-lo:

Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a
diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.


Mia Couto

ComCordas anima a Festa do patrono do Lar de S. José, em Torres Vedras.

Nos dia 19 de Março, dia de S. José e Dia do Pai, o Lar de S. José, em Torres Vedras, comemorou a efeméride do seu patrono, com uma Missa, de manhã e um espectáculo musical de tarde.
A abrir o espectáculo apresentou-se o grupo da instituição, Os Conquinhas. Seguiu-se a actuação do ComCordas, Grupo de Cavaquinhos de Torres Vedras e o espectáculo encerrou com uma passagem de modelos, onde os modelos eram funcionários e utentes do Lar.
Partilhamos aqui alguns momentos da actuação do ComCordas:


domingo, 20 de março de 2011

A ANALOR - Associação dos Naturais e Amigos de Loriga, tem novos Corpos Sociais...

Foram hoje eleitos, depois de duas Assembleias Gerais, em que não apareceram listas de candidatos, os novos Corpos Sociais da ANALOR, para o Biénio 2011/2012.
Partilhamos aqui a Lista eleita.


Partilhamos também o Programa da Lista eleita.



Os documentos que partilhamos estão disponíveis no site da ANALOR

segunda-feira, 14 de março de 2011

Ao Encontro da Natureza - Visita de alunos da EBI Pe. Vitor Melícias a Loriga, Serra da Estrela


12 de Março - Segundo Dia


No segundo dia, a alvorada foi dada ainda antes da 7h. O Pequeno Almoço foi tomado na própria escola onde dormimos, seguindo-se a arrumação das bagagens, que seriam levantadas logo após o Almoço. Partilhamos um pequeno vídeo ilustrativo destas tarefas matinais.


Havia que despachar, uma vez que o tempo estava incerto e a equipa da Pista de Ski que partia de Loriga à 8h, iria informar-nos da possibilidade ou impossibilidade de cumprirmos a actividade prevista.



E assim foi. Às 8h estávamos junto ao autocarro prontos para o que desse e viesse. A informação que chegou foi recebida efusivamente por todos. Sim, era possível subir à Torre e brincar na neve, na Pista de Ski.


Chegámos à Torre por volta das 9h e, depois de tratar das questões burocráticas na Estância, pudemos iniciar a actividade com Trenós e Donuts.


Partilhamos aqui um video com imagens recolhidas ao longo da actividade.


Alunos de Torres Vedras em Loriga - Pista de Ski por pintogoncalves

Finalizada esta actividade, rumámos a Loriga, onde nos esperava o almoço.

Depois de uma passagem pelo "Mirante", para apreciar a paisagem e registar algumas fotos, parámos na Loja de Artesanato da Residencial O Vicente, onde alguns dos jovens compraram lembranças e alguns produtos regionais, para oferecer aos pais.
O Almoço, novamente no Restaurante Império, iniciou com uma sopa de alho Francês seguida de Vitela estufada com esparguete ou puré de batata consoante os gostos e preferências de cada um e finalizou com as famosas sobremesas, que tanto furor tinham feito no dia anterior.



Depois do almoço, fomos recolher as bagagens à escola e após as últimas compras na Loripão e na Loja de Artesanato Moderna & Pitoresca, fizemo-nos à estrada. No regresso optámos por seguir pela EN 338 da Portela do Arão até à Vide, seguindo pela EN 230, em direcção a Vendas de Galizes e à EN 17, IC6, IP3, A1, A17 e, finalmente A8, até Torres Vedras, onde chegámos, sem sobressaltos, às 19:30h.






domingo, 13 de março de 2011

Ao Encontro da Natureza - Visita de alunos da EBI Pe. Vitor Melícias a Loriga, Serra da Estrela.


11 de Março - Primeiro Dia


Nos dias 11 e 12, Sexta e Sábado passados, decorreu a visita dos alunos de Música do 3º Ciclo e do CEF de Electricidade, da EBI Padre Vitor Melícias, a Loriga, Serra da Estrela.
Chegámos a Loriga por volta das 12:30h e almoçámos no Restaurante Império, de acordo com o que havíamos previamente combinado. Um excelente Bacalhau à Braz, antecedido por uma sopa de legumes que, apesar de alguma resistência, todos comeram com agrado. As sobremesas, variadas e gulosas foram esgotando, perante a voragem destes gulosos jovens. Imaginem que, alguns dos repetentes da visita, trataram de encomendar logo uma determinada sobremesa que havia caído no goto, no ano passado: Mousse de chocolate e natas e profiterole.
Após o almoço, foi tempo de arrumar as bagagens no local onde iríamos pernoitar, a antiga Escola Primária.
Largadas as bagagens, esperava-nos a primeira actividade: Visita à Central Hidroeléctrica da Srª do Desterro, em S. Romão.
Uma visita muito curiosa e enriquecedora, porque permitiu aos alunos perceber como, a partir da água e da sua força motriz, se pode produzir energia eléctrica.
O vídeo que partilhamos é a ilustração do interesse que teve esta visita.



De regresso a Loriga, mais uma actividade: Um passeio pela História em contacto com a Natureza. Chamei-lhe a "Rota da História". Deixámos o autocarro na estrada e seguimos a pé, pela calçada Romana, em direcção ao Caixão da Moura - que não tem nada a ver com os Mouros, dado tratar-se de um túmulo de origem visigótica.
Os jovens entusiasmaram-se com os pormenores da Calçada Romana e o que ela representa, colocando questões sobre a época em que Viriato vigiava os montes, enquanto os invasores Romanos se deslocavam por estas vias. O túmulo, também foi mais um elemento interessante nesta viagem aos locais, que retratam a origem milenar de Loriga.
Deixamos as imagens para documentar a passagem destes jovens nesta "Rota".


Depois da Caminhada, dirigimo-nos à Escola Primária para preparar os sacos-cama para a noite e fazer tempo até à hora de jantar.
O jantar teve lugar na Churrasqueira Serrana e a Grelhada Mista com Batata frita, deliciou estes jovens cheios de apetite, após a tarde intensa que tiveram.


A noite revestia-se de enorme expectativa junto dos nossos jovens. Estava prevista uma Sessão de Karaoke, que não chegou a acontecer por imprevistos do próprio Bar, no Happy Bar, em Loriga. Não houve Karaoke, mas não faltou a animação. Os nossos Gaiteiros exibiram-se à altura e quem assistiu, teceu largos elogios à performance deste grupo improvisado de Gaiteiros e Percussionistas. Entretanto o DJ entrou em acção e pôs a nossa malta a abanar o capacete, até à hora em que foi dada a ordem de recolher. É que, no dia seguinte, esperava-nos nova actividade, logo pela manhã.
Finalizamos aqui o relato do primeiro dia, com a partilha do vídeo da animação nocturna no Happy Bar:

quarta-feira, 9 de março de 2011

Carnaval de Torres Vedras com intensa actividade do RiBombar...







Começou na passada Quinta Feira a actividade do RiBombar, neste Carnaval, com a gravação de uma reportagem para o Programa Você na TV, da TVI, que foi para o ar no dia de Carnaval.

Depois, na Sexta Feira, foi a participação no Corso Escolar em representação do Agrupamento de Escolas Padre Vitor Melícias.


Preparávamo-nos para o Corso Escolar, com os restantes grupos da EBI Pe Vitor Melícias...



No Sábado, pela primeira vez, participámos no Corso Nocturno e apesar da chuva, todos se mantiveram firmes no seu posto.
No Domingo lá estávamos novamente, a marcar presença no Corso Diurno.
E, por fim, na Terça Feira, encerrámos, com chave de ouro, a nossa participação mais longa, no Carnaval mais Português de Portugal.
Partilhamos aqui as imagens da nossa participação neste Carnaval.









Foto de "família"... antes do Corso de Domingo.



Brevemente partilharemos mais imagens de Domingo
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