Blogue Iniciado em 31 Julho de 2008

Trova Nossa

Este Blog pretende ser um espaço de informação sobre várias matérias relacionadas com a Música e o Som de uma forma geral, mas irá ter uma preocupação muito especial com a nossa música tradicional, por um lado, e, por outro, com as Músicas do Mundo.
Estará, como é óbvio, à disposição de todos os que queiram colaborar nesta tarefa de divulgar a a nossa música e enriquecer, com o seu contributo, este espaço que se pretende de partilha.

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sábado, 25 de setembro de 2010

Fim de Semana com intensa actividade...


Foi de facto um Fim de Semana bastante activo!
No dia 24, foi a actuação do Grupo RiBombar, na inauguração da Exposição Linhas Cruzadas, actividade integrada na Comemoração do Bicentenário das Linhas de Torres.
Já no Sábado, foi a actuação do Grupo ComCordas, na Comemoração do Aniversário da Associação de Reformados de Torres Vedras.
Na Sexta Feira, 24, o Grupo RiBombar, participou na inauguração referida, no edifício dos antigos Paços do Concelho. Esta exposição resulta da colaboração partilhada de diversas instituições, entre as quais EBI Pe. Vitor Melícias.
A Profª Ana Cláudio, que coordenou o projecto na nossa escola, publicou no Facebook um Álbum com fotos do evento.


Entretanto, na tarde do dia 25, na sede da Associação de Reformados de Torres Vedras, teve lugar a cerimónia da comemoração do seu aniversário, com um programa musical variado.
Após os discursos de circunstância e das homenagens feitas aos anteriores Presidentes da Direcção, actuou o Côro da referida Associação, seguido do "ComCordas" - Grupo de Cavaquinhos de Torres Vedras. A sessão encerrou com fado, onde colaborei acompanhando à viola.
No dia 25, decorreu, também, em Torres Vedras, uma Feira Oitocentista, com a participação de inúmeras associações do concelho, entre elas a Casa da Cultura de Ponte do Rol.


Brevemente publicaremos fotos destes eventos...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A Bandinha dos Cavalos em Cabeçudo - Sertã

No passado dia 29 de Agosto, a Bandinha dos Cavalos deslocou-se a Cabeçudo, freguesia do Concelho da Sertã, para participar nas Festas em Honra de Sto Estêvão e Nª Srª da Piedade.
Foi uma viagem interessantíssima, contornando a Barragem de Castelo de Bode e envolvendo-nos na chamada "Zona do Pinhal", no Distrito de Castelo Branco.
A simpática Freguesia de Cabeçudo, recebeu-nos de forma irrepreensível!...
Desde o magnífico almoço, servido no Restaurante "Ponte Velha", na Sertã, que aconselhamos vivamente a quem visite aquelas paragens, até ao acompanhamento que nos foi feito pelos elementos da Comissão de Festas, tudo esteve impecável.
A Festa cujo ponto alto foi a Procissão, abrilhantada pela Bandinha dos Cavalos, após a Missa celebrada na capela de Nª Srª da Piedade, culminou com um verdadeiro concerto da Bandinha dos Cavalos, distrubuído por vários pontos do recinto... e... já havia caído a noite quando esta terminou a sua actuação.
O Vídeo que realizámos com as fotos captadas nesse dia, ilustram aquilo que atrás descrevemos...

domingo, 5 de setembro de 2010

Crónicas de Férias.... A Romaria de S. Bartolomeu em Ponte da Barca

Todos os anos entre os dias 18/19 e 24 de Agosto ocorre uma das maiores Romarias do Alto Minho: A Romaria de S. Bartolomeu, em Ponte da Barca.
Há já mais de uma década que participo neste grande evento e não me canso de recomendar aos meus amigos que visitem a bonita vila por esta altura.
Para além da beleza natural, das paisagens contrastantes, dos vales e das serranias, também a gastronomia é um bom motivo para visitarmos Ponte da Barca por ocasião da sua principal Romaria.
Do programa, destaco a "Noite das Rusgas", sem dúvida, um marco nestas festividades que realçam a essência do povo e da "festa", na verdadeira acepção do termo. Aqui sublima-se a espontaneidade de cada um e do grupo a que pertence ou ainda vai pertencer. Sim, que também há lugar a muito improviso, neta noite.
Este é o "Arraial Popular" no seu auge, com tudo o que tem de característico desta região: A Dança - viras, chulas, canas verdes... A Música - concertinas às centenas, cavaquinhos, braguesas, reco-recos, castanholas... A Tertúlia - o convívio e a amizade são reis numa noite que tarda em chegar ao fim.
Depois, destaco a noite dos "Cantares ao Desafio". Só mesmo no Minho se pode ver uma praça apinhada de gente para, durante uma noite inteira, ouvir meia dúzia de cantadores, quase sempre com a mesma melodia, a cantar ao desafio. E, o desafio é mesmo este, aguardar para ver quem se desenvencilha melhor dos temas propostos, ou consegue com mais humor, por vezes muito brejeiro, responder, à letra, ao desafio do seu oponente.
Também merece destaque o Cortejo Etnográfico, onde, com orgulho e criatividade, as várias freguesias e as suas associações, mostram o que de melhor têm, ao nível da cultura e das tradições.
Aqui fica um vídeo ilustrativo do Cortejo deste ano:


Contudo, o momento mais esperado é sempre o da Procissão, que, de certa forma, marca o encerramento da Romaria.
Também aqui, todo o concelho se une em torno da sua festa máxima. Os santos padroeiros das freguesias, são trazidos, nesse dia para, também eles se juntarem à magnifica e grandiosa Procissão do S. Bartolomeu.
E, embora à noite haja o Festival de Folclore e o fogo de artifício, podemos dizer que a Romaria terminou com a procissão.
Para o ano voltaremos de novo, certamente com renovado espírito e mais motivos de interesse.
Parabéns Ponte da Barca!...


Pode ver mais fotos deste evento em:

e

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Os "TRIPAS" - Família de Músicos

O Adelino Pina, no seu Site - www.loriga.de - publicou um texto do meu primo António Luis de Brito, que eu não resisto a publicar, com alguns acrescentos, uma vez que se trata de um documento interessantíssimo, que para além de retratar a história de uma família de músicos, cruza-se com a própria história da Banda de Loriga.

A Ana "Tripa" era minha bisavó, mãe do meu avô paterno, Abilio Luis Amaro.

Seguramente nenhuma outra família deu tantos músicos à banda e, se dúvidas houvesse sobre a hereditariedade dos genes que influenciam as aptidões musicais inatas, esta família é o exemplo acabado de que geneticamente os seus membros têm esta predisposição natural para música.

Eis o texto:

Recortes da Historia do nosso Povo e a Banda de Loriga
- OS "TRIPAS" E A MÚSICA -
*

"Músico não governa vida", muito embora saibamos que não corresponde hoje à verdade, mas que está ainda bem arreigado na mente do nosso povo, isso é verdade. Não nos podemos transportar à Idade Média, mas que há ainda muito boa gente que pensa que os filhos devem ser médicos ou engenheiros, porque é bonito e engrossa as carteiras, mesmo que isso contrarie a natural vocação dos seus filhos.
Existe em certas famílias uma tendência quase natural pelo gosto da música. E se bem analisarmos a família dos
"Tripas" uma bem conhecida família loriguense, ela nutre desde a progenitora Ana "Tripa", esta paixão que já vai na 5ª geração, sem que dê sinais de abrandamento.
Vejamos então:-
Ana "Tripa", mulher rude e agricultora sem terra, cria 3 filhos que Deus lhe pôs nas mãos na penumbra da noite, dizia, todos da mesma fidelidade. Abílio, António e Glória. A paixão pela música era tamanha desta velha Ana, que quando da organização da Banda de Música de Loriga, deixava os filhos em casa, e era vê-la à porta do ensaio no Terreiro da Lição, no meio dos homens que curiosamente também ali estavam para o mesmo fim. Ficou célebre a frase gritada ao cimo das escadas da Rua da Oliveira: Ó Glória! Anda que já lá vem a música…
Ana e seus filhos faziam todos os anos a caminhada a pé com ida e volta às Romarias de N. S. Monte Alto, N. S. Preces, e Senhora do Desterro. Levavam o caminho cantando loas e todo um manancial de ribaldeiras pelos caminhos fora. A velha
Ana gabava-se de ter um dia cansado sete homens no bailarico em toda a noite no arraial da Senhora das Preces. Seu filho Abílio, foi um dos mais divertidos homens de Loriga, organizando as contradanças e bailes mandados no Terreiro do Fundo e do Cabeço, que ficaram célebres no tempo.
Todos os filhos de
Abílio Amaro foram músicos da Banda:- Carlos, António e Fernando. O Carlos era o mais divertido, o mais cantador, conseguia cantar horas a fio sem que lhe faltasse o reportório. Um facto curioso. Carlos Amaro, clarinetista da Banda, era um modelo que Ana "Tripa" queria ver nos seus netos. Quando Augusto Aparício, seu neto, filho da Glória, foi para a Banda aprender, foi-lhe entregue um cornetim amarelo. Ana "Tripa" não suportava aquele som. Um dia pega no velho cornetim, mete-o debaixo do xaile preto, chama a sua filha Glória e lá vão as duas ao ensaio da Banda. Peremptória - "Ó Senhor Mestre Carlos! Tome lá esta corneta, eu quero que o meu neto toque um pífaro preto igual ao meu outro neto...". Vontade feita. Costuma dizer-se na música que "Instrumentos e casamentos não se impingem a ninguém". Vejamos então:

Linha - Abílio Luís Amaro:

-Filho Carlos Luís Amaro (falecido) - clarinetista da Banda de Loriga

-Filho António Luís Amaro - saxofonista nas Bandas de Loriga e de Carragosela

-Filho Fernando Gonçalves (falecido) - saxofonista nas Bandas de Loriga e de Carragosela

-Neto Fernando Amaro - clarinetista da Banda de Loriga

-Neto Joaquim Ferreira - clarinetista da Banda de Loriga

Neto Fernando Ferreira - clarinetista da Banda de Loriga

-Neto Joaquim Gonçalves - Licenciado em Ed. Musical, professor de Educação Musical e musicólogo

-Neto Carlos José Ferreira (falecido) - Voz de ouro do Fado de Coimbra

-Neto José Gonçalves Mendes - Licenciado em Sociologia, Bandolinista e animador do Grupo Eira da Pedra

-Neto António Ferreira (falecido) - Vocalista em vários conjuntos loriguenses, com destaque para o "The Karts"

-Neto Ismael Gonçalves - Perrcussionista da Banda de Loriga e cantor em tertúlias musicais

-Neta Aurora Gonçalves - Cantora nas cerimónias dos Passos (Verónica)

-Neto António Duarte Amaro - Doutorado em Sociologia, exímio cantor de Fado de Coimbra e animador de Tertúlias

-Bisneto ( do Abílio e da Glória) Pedro Ferreira - Percussionista da Banda de Loriga

-Bisneta Rita Mendes - Guitarrista e cantora do Grupo Eira da Pedra

-Bisneta Margarida Amaral - Guitarrista e cantora em tertúlias e Karaokes

-Bisneta Cristina Romano - Cantora do Grupo Coral de Loriga e do Grupo de Cantares Amanhã

-Bisneto Sérgio Gonçalves - Cantor e ex membro dos Grupos de Cavaquinhos do Colégio Nuno Álvares e Trova Nossa.

-Bisneto Diogo Gonçalves - Percussionista e Gaiteiro do Grupo Ribombar



O Carlos, o António e o Fernando, filhos do Abílio


Linha - Glória Luís Amaro:


-Filho Augusto Pinto Aparício (falecido) - clarinetista da Banda de Loriga

-Neto António Aparício - clarinetista da Banda de Loriga

-Neta Amélia Aparício - salmista e cantora nos Grupos Corais da Igreja de Loriga

-Neto António Luis de Brito - professor de música, maestro de Coros e Bandas, maestro da Banda de Loriga e fundador do Conservatório de Música de Águeda

-Neto José Luis Amaro de Brito - guitarrista e bandolinista no Seminário e em conjuntos populares

-Bisneto Sérgio Brito - licenciado em piano pela Universidade de Aveiro, professor de piano nos Conservatórios de Música de Coimbra e Águeda e maestro de Coros

-Bisneto Hugo Brito - mestrado em violino pela ESMAE do Porto, professor de violino no Conservatório de Esposende, músico da orquestra dos musicais de Lá Féria

-Bisneto Rui Brito - licenciado em Gestão, possui o 7.º grau do Conservatório em Piano, e professor de música nas Escolas Básicas do 1.º Ciclo.

-Bisneto Rodrigo Brito - médico e músico nas áreas de piano, órgão e guitarra

-Bisneto Gonçalo Brito - fisioterapeuta e executante de guitarra nas Tunas Académicas

-Bisneto Carlos Brito Lucas - "DJ Chich" - Disc Jokey bem conhecido no Luxemburgo, com actuações nos EUA, Japão, Alemanha, França, Bélgica, Itália, Espanha, entre outros.

-Bisneto Afonso Aparício Leitão, estudante do Mestrado em Turismo e músico na área de piano.



O Augusto, filho da Glória

E se ainda não bastasse da mesma linhagem dos "Tripas", vem ainda o grande animador de Sacavém e arredores,
José Manuel Alves, ele também um "Tripa".
Conclui-se que, nenhuma família em Loriga tenha tido tantos membros nas fileiras da Banda de Música, e não fosse a maioria ter deixado a terra, procurando melhor sorte noutras paragens, certamente que o número seria ainda maior.
Registo ainda outras famílias:
Norbertos (5 músicos), Santinhos (6 músicos), Ferrões (5 músicos).

Saúdo ainda todos aqueles que deram o seu melhor contributo à Banda de Música de Loriga. Aqui fica o registo, e apenas isso.

*
António Luís de Brito

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Crónicas de Férias.... Quarteira - Praia do Forte Novo... Algumas histórias...

Como já referi em anteriores Crónicas de Férias, a câmara fotográfica foi a minha companheira inseparável durante estas férias.
Assim, nos dias que passei em Quarteira no final de Julho, desfrutando das águas quentes das praias algarvias, a dita acompanhou-me, mesmo na praia, pronta para captar algo que me despertasse a curiosidade.
Foi assim que, numa altura em que fotografava um bloco de pedra, onde a água, ao bater, produzia uns efeitos interessantes, alguém, atrás de mim, perguntou:
- Então está fotografando a parede?
- Parede? Repito, interrogando.
Foi o suficiente para ficar a conhecer a história do Forte Novo, que, afinal, até havia dado o nome à praia em questão.
História curiosa de um edifício que foi um dos baluartes da extinta Guarda Fiscal e, do qual, apenas resta a tal parede que será brevemente engolida pelo mar ou desfeita pela erosão do mesmo.
Pois o tal Forte Novo, era um dos postos da Guarda Fiscal, para prevenir o contrabando que, naquelas paragens era muito usual, em tempos idos. Com a adopção de outros meios de controle costeiro, os postos perderam importância e começaram, aos poucos a ser abandonados. Esse abandono levou à sua degradação, mas o avanço do mar, também motivou o abandono precoce deste edifício que acabou por ruir há algumas décadas.
Nas fotos que se apresentam é bem visível uma das paredes, afinal o que resta do Forte Novo...
Outra das histórias curiosas desta curta estadia por terras algarvias, foi a da tempestade que surgiu no dia 28 de Julho, com uma forte chuvada, contradizendo aquilo que o meu amigo Leonel, algarvio de gema, sempre afirmou: - Em Julho nunca chove no Algarve.
Pois é... Mas desta vez choveu.
Reforçou então a sua afirmação dizendo: - A minha mãe tem oitenta e tal anos e nunca viu chover em Julho:
Mais um sinal de que as alterações climáticas estão a contrariar tudo o que estava mais ou menos estabelecido na sabedoria popular.
Já nem o mês de Julho é como os de outros tempos.... Mudastiiiii!!!!!....
As fotos apresentadas ilustram e dão um pouco mais de colorido a estas histórias curiosas.

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