Blogue Iniciado em 31 Julho de 2008

Trova Nossa

Este Blog pretende ser um espaço de informação sobre várias matérias relacionadas com a Música e o Som de uma forma geral, mas irá ter uma preocupação muito especial com a nossa música tradicional, por um lado, e, por outro, com as Músicas do Mundo.
Estará, como é óbvio, à disposição de todos os que queiram colaborar nesta tarefa de divulgar a a nossa música e enriquecer, com o seu contributo, este espaço que se pretende de partilha.

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terça-feira, 29 de maio de 2012

8ª Edição do Dia do Bombo, Domingo, 27 de Maio, no Seixal - Portugal a Rufar 2012


Foi no passado domingo, no Seixal,  que teve lugar a 8ª edição do Portugal a Rufar.
Com a presença de 25 grupos e orquestras de percussão, as ruas da cidade ribeirinha foram invadidas pelo troar de centenas de bombos, que se fizeram ouvir ao longo de todo o dia.



O Ribombar e mais 24 grupos marcaram presença nesta edição. Em 8, vamos na 4ª participação... Para o ano prometemos voltar. Foi um dia de alegra convívio com muito ritmo, muitos bombos e pessoas de todas as idades a celebrar, com ou sem bombo... o Seixal foi, mais uma vez, a "Capital Mundial do Bombo"... com o nosso precioso contributo!!!

Vindos de todo o país, chegaram ao Seixal centenas de tocadores e dezenas de grupos de bombos e orquestras de percussão tradicional portuguesa, compondo um cortejo sem fim.


O Programa estava assim delineado:

• 09h00 - Chegada dos grupos à Praça 1º de Maio, Seixal.
• 10h00 - Alinhamento dos grupos no local de arranque do desfile.
• 11h00 às 12h30 - Grande Desfile do Dia do Bombo com início na Praça 1º de Maio até ao Largo dos Restauradores
• 12h30 - Concentração dos grupos, formando uma Grande Orquestra PAR'12, com participação de todos os tocadores, no Largo dos Restauradores. Mensagem de boas-vindas, pela autarquia local. Intervalo para Almoço
• 14h30 - Concerto do Dia do Bombo com as Percussões da Metropolitana e a Orquestra Tocá Rufar.
• 15h00 às 17h00 - Actuação dos grupos de bombos e orquestras de percussão que participaram no Grande Desfile do Dia do Bombo, animando o centro histórico do Seixal
• 17h00 - Festa de despedida no Largo Luís de Camões
• 17h30 - Encerramento do PAR'12

Partilhamos aqui um video com uma síntese da nossa participação:

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Serões D'Aldeia... Em Alvoco da Serra


Depois de Loriga ter recebido os Serões D'Aldeia em 24 de Março, mostrando a tradição secular da Ementa das Almas, é a vez de Alvoco da Serra, com a sua Caminhada do Lampião.

A Câmara Municipal de Seia pretende preservar, valorizar e divulgar, no âmbito do Projeto das Aldeias de Montanha, algumas das suas tradições mais significativas. Para este efeito a autarquia, em colaboração com toda a comunidade, delineou para este território um plano de animação que se materializará nos denominados “Serões de Aldeia”, uma estratégia diferenciadora de valorização da identidade das populações, com base na riqueza e autenticidade das suas tradições, enquanto capacidade dos territórios se diferenciarem como destinos turísticos.


Nesta caminhada que seguirá o trajeto do "Giro da Água", cada participante, far-se-á acompanhar do tradicional lampião, para lhe iluminar o caminho, tal como o faziam aqueles a quem a água do "giro" calhava durante a noite. Uma vez que o giro não parava, se não regassem na hora estipulada, só teriam água para regar quando o giro desse a volta o que poderia levar uns bons dias.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Loriga... A Tradição dos Lanifícios...

Em Loriga perduram, como em nenhum outro lugar, memórias de dois séculos das artes dos lanifícios...
As fábricas fecharam... Muitos dos antigos operários rumaram a outras paragens, à procura de melhor vida. Outros ficaram e olham para as antigas fábricas com a nostalgia de anos e anos, vividos no meio dos fios, da lã, das correias e dos carretos, do ruído dos teares, do vai-vem das lançadeiras...
Outros, foram-se definitivamente para uma viagem sem retorno, mas deixando nos seus descendentes a memória viva, da glória dos tempos áureos desta industria, que cresceu com Loriga e a fez crescer.
Ninguém imagina que possa criar-se no concelho um Museu dos Lanifícios e não se olhe, de imediato, para esta terra que, para além da própria produção têxtil, produziu um exército de operários qualificados que pontificaram nas maiores empresas nacionais do setor. Que teriam sido a FISEL e a VODRATEX, sem os operários Loriguenses? E as fábricas Manuel Dinis e Barros, na região de Lisboa? E outras que seria fastidioso aqui enumerar, que contaram com o "Know How" loriguense para se desenvolverem e inovarem?
Pois bem! Esta publicação, vem a propósito de uma foto e subsequente poema, do meu amigo e conterrâneo José Manuel Alves, sobre a Fândega, uma das primeiras fábricas de Loriga, cujas ruínas, imponentes, teimam, ainda hoje, em não deixar morrer as memórias da indústria que, por dever cívico e historico, não podemos deixar que apaguem da nossa terra.
Está bem patente no seu poema essa marca, bem vincada que, qual seiva, nos corre nas veias da memória coletiva.
Loriga rima com Lanifícios e Lanifícios rima com Loriga e ninguém pode apagar isso do nosso ADN.
Eis a foto e o poema, ambos de uma beleza que só o "Zé Manel", com a sua veia de artista consegue captar. Parabéns Zé Manuel!...



Ruínas de Uma Fábrica de Lanifícios.

Hà muito se calaram os teares
Onde as “lançadeiras” endoidadas
Entrelaçavam  como loucas,
A trama de infindáveis fios de lã
Que a incansável “fiação” enrolava nas canelas
Num estonteante vaivém ritmado.

Há muito desaparecerem os concêntricos tambores
Rodando alinhados ao longo do comprido veio
Que no alto das paredes impulsionavam
As enormes correias de couro
Sedutoras do nosso olhar
Num carrossel ensurdecedor
Que abalava os tímpanos.

Há muito os cardos deixaram de “esgarrar”
As mãos   calejadas e ágeis dos cardadores
Manipulando  experientes
Os fardos de lãs
Chegados das tosquias.

Há muito se esvaiu  o odor carregado das tintas
Que se escapava das caldeiras
E do  “Hidro” da  tinturaria


Há muito desapareceu o olhar
Das fiandeiras, tecelões,cardadores,
Cerzideiras,  Atadeiras
Espinçadeiras, Urdideiras..
Trabalhadores  vestidos de ganga  
Desafiando o azul do Céu na Primavera.
Contrastando com as cores vivas ou apagadas
Dos “cortes” de fazenda
Estendidos a secar como bandeiras 
Esticadas à força 
Na “ Rambola”.

Hoje, apenas te sobraram as paredes nuas
Erguidas num sepulcral silêncio
Só cortado pelo cantar indiferente
Das águas da ribeira
Que antes faziam  girar a tua  alma
Em forma de roda gigante


Autor:
José Manuel Alves

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O Ritmo da Escola Invadiu a Cidade de Torres Vedras...



Na terça-feira, dia 8, ao fim da tarde, a  Agência Lusa noticiava:
Duas centenas de bombos tocam em simultâneo nas ruas de Torres Vedras
"Vamos ter um desfile com 220 bombos de oito grupos, que vão tocar em simultâneo. O evento 'Ritmo da Escola' vai na sua quarta edição, mas pela primeira vez ganha uma dimensão nacional", afirmou à agência Lusa Joaquim Pinto Gonçalves, professor da Escola Padre Vítor Melícias, que este ano organiza o evento.
O responsável adiantou que os diversos grupos vão tocar pelas ruas da cidade em direção ao mercado municipal, onde se concentram para tocar em conjunto.
Segundo a organização, a iniciativa tem como objetivos proporcionar a troca de experiências dos grupos participantes, a maioria dos quais formados nas escolas por adolescentes, e dar a conhecer os seus projetos.
É a primeira vez que se juntam tantos bombos em Torres Vedras, região onde não têm tradição musical, ao contrário das gaitas de foles e do cântaro com abano.
No evento, participam os grupos oriundos de escolas da Amadora, Cascais, Loures, Montijo, Sintra e Amares.
Tendo em conta a presença dos bombos nos desfiles do carnaval de Torres Vedras, a Escola Padre Vítor Melícias criou há seis anos o grupo de bombos "Ribombar", composto por 25 elementos.
@Lusa

E assim foi, de facto!
Pelas nove horas da manhã, já a azáfama era grande nos dois locais da cidade onde estava previsto começar e acabar o primeiro desfile: o Jardim da Graça e a Praça do Mercado Municipal. As equipas de voluntários do "Staff" ajudavam a montar as mesas para o grupo que ai ficaria, alguns dos elementos mais velhos do Ribombar, ajudavam a montar o som, enquanto no Convento da Graça se faziam os preparativos para a receção aos grupos. Em permanente contacto com os responsáveis dos grupos participantes íamos, com os elementos da PSP, acertando a logística dos diversos percursos e os respetivos horários.
Pelas 10:30h, hora prevista, iniciávamos o desfile, com três percursos diferentes em direção ao local de encontro, a Praça do Mercado Municipal, onde já se encontrava o grupo Eco Sound, que devido a dificuldades de mobilidade do grupo, dado tratar-se de um grupo que usa percussões feitas a partir de material reciclado, faria toda a sua atuação no local.


De acordo com a numeração, previamente estabelecida e com a excelente colaboração dos elementos voluntários do nosso "Staff", 20 alunos dos 8º e 9º anos, e as professoras Ana Cláudio e Natércia Silva, tudo decorreu com relativa fluência e normalidade.
O Grupo Batucando, seguiu o percurso 1, o 'Borabombar, o 2, o BungaRitmo, o 3, o Dagadágada, o 1, o Eclodir Azul, o 2 e o Ribombar o 3.
O Grupo de Amares - Braga, havia entretanto comunicado que estava atrasado, pelo que decidimos avançar com o desfile e marcar o local de chegada para este grupo, no Mercado, onde iriam decorrer as exibições. A preciosa colaboração da PSP, ao colocar um batedor à frente do autocarro, à saída da A8, permitiu ao grupo Escolábombar chegar a tempo de fazer a sua exibição e integrar-se no programa que estava delineado.




Por volta das 11h, de acordo, com o programado deu-se início às exibições dos grupos na Praça do Mercado. foram cerca de 90 minutos, de muito ritmo e animação, que culminou numa atuação conjunta de todos os participantes, cerca de duas centenas, ao rimo bem português da Chula. Os Gaiteiros do Ribombar fizeram soar a melodia e todos em uníssono fizeram troar os seus bombos, caixas, timbalões e outras percussões, que numa cadência bem ritmada se fizeram ouvir por todo o centro histórico da cidade. Fica aqui um video ilustrativo desse momento:
Finda a atuação foi entregue a todos os grupos um saco, com algumas lembranças, material promocional da cidade e do concelho, bem com o uma placa comemorativa e uma caixa de pasteis de feijão, oferta da Fábrica Coroa.
Mas a jornada não terminaria aqui, a parte mais árdua do dia estava para vir, um desfile dos grupos até à escola anfitriã, a EBI Pe Vitor Melícias, onde, após 2,2Km sob um sol intenso e um calor abrasador, chegámos finalmente por volta das 13:30h. Pelo meio, uma pequena paragem de cada grupo junto da ESCO, onde os alunos daquela escola nos aguardavam e aplaudiam com entusiasmo todos os grupos que ali se exibiam.

Chegados à escola cada um deu o seu melhor em mais uma exibição de cada grupo, no nosso espaço Multiusos. Já passava das 14h, quando chegou o merecido almoço, servido a todos no refeitório da escola. Não fora o lanche a meio da manhã, oferecido pela Câmara Municipal e o apetite seria muito mais voraz, atendendo ao esforço feito durante a longa caminhada.
Dos participantes recolhemos a satisfação por terem participado nesta jornada de convívio e troca de experiências, promentendo encontrar-nos, muito em breve em qualquer outro evento do género.

Da nossa parte a sensação do dever cumprido e a satisfação por pertencermos a uma escola que é dinâmica, empreendedora, criativa e motivadora.

Agradecer à direção do Agrupamento pelo apoio recebido desde a fase de conceção até à concretização; aos alunos voluntários, aos funcionários que connosco colaboraram e aos professores que nos apoiaram, desde a elaboração do cartaz, à construção das placas identificativas, até à operacionalização; 
À Câmara Municipal, na pessoa do seu Presidente que, desde a primeira hora apoiou o evento; às Juntas de Freguesia de S. Pedro e Santiago e Ponte do Rol e aos patrocinadores Sr. Carlos Antunes, do Moinho do Paúl e Sr Renato Valente, da Farmácia Sta Cruz e Laboratório Valanálises.
Por Fim, ao nosso patrono, Sr Padre Vitor Melícias que manifestou sempre um grande apoio ao Grupo Ribombar e a este evento e, embora não podendo ter estado presente como estava previsto, não deixou de vir à escola no final do compromisso que o impediu de estar no evento à hora combinada, manifestar o seu apoio e justificar a sua ausência pessoalmente.
Por fim, agradecer a todos os elementos do Ribombar, aos atuais e aos que ao longo destes seis anos, connosco dividiram e partilharam grandes jornadas de convívio, por esse Portugal fora, pela realização pessoal e profissional que nos têm proporcionado e que neste grande  evento, esteve, mais uma vez, patente.


domingo, 6 de maio de 2012

7 Maravilhas Praias de Portugal - Praia Fluvial de Loriga é Finalista...

Apresentação da Praia Fluvial de Loriga...
Loriga/Seia - Beira Interior

Localizada num contexto ambiental de excelência, atribuído pelo Parque Natural da Serra da Estrela, a Praia Fluvial de Loriga, em Loriga, Concelho de Seia, é um santuário para os amantes da natureza, do ambiente, da calma e da serenidade, onde ainda são visíveis os vestígios deixados pelo glaciar que abriu o Vale de Loriga.
Situada no curso da Ribeira das "Courelas", que nasce no planalto superior da montanha, a praia fluvial de Loriga distingue-se pelas suas águas puras e cristalinas, uma condição que lhe permite hastear, anualmente, a Bandeira Verde, pela reconhecida qualidade das suas águas.
As mesmas águas correntes e límpidas, que refrescam nos dias quentes de Verão, oferecem, também, boas condições para a pesca desportiva.
O relevo acidentado e o valor ambiental da paisagem envolvente determinam uma elevada aptidão para a prática de atividades de aventura, desportos de natureza ou pedestrianismo. As múltiplas opções de caminhadas são um convite a afastar-se dos itinerários principais e a percorrer um intrincado labirinto de veredas e canadas, que estabeleciam a ligação entre aldeias e permitiam a condução dos rebanhos ao monte.
A região dispõe de condições propícias para práticas turísticas diversificadas, alternativas e complementares. A grande variedade de paisagens e recursos naturais é, por si só, garantia de diversidade de vida vegetal e animal, com largo interesse do ponto de vista turístico e científico.
Rodeada por um pitoresco conjunto de aldeias de montanha, Loriga é um ponto de partida para a descoberta de um território único, que encerra uma considerável diversidade de paisagens, ambientes naturais, condições climáticas e tradições, que constituem um amplo leque de motivos para o visitar em qualquer época do ano.
É, nessa medida, um local privilegiado de encontro com a natureza e com uma população afável, acolhedora e de sabedoria ancestral.
Mas é, também, um ponto de partida para a descoberta de uma rica e variada gastronomia baseada em excelentes produtos naturais e de elaboração artesanal, tais como o queijo da Serra, a broa e o bolo negro de Loriga, o requeijão, o mel ou a aguardente de medronho, entre outros.

Foi assim, hoje, na RTP. Ficámos a saber que a nossa Praia havia sido nomeada como uma das três finalistas na Categoria de Praias de Rio.



Entretanto, um grupo de entusiastas tinha já preparado um video promocional, para o caso de vir a acontecer, como aconteceu,  a nomeação. Eis o vídeo:



quinta-feira, 3 de maio de 2012

Noite de Fados do SPLIU - 5 de Maio 2012 - 20h


É já no próximo sábado, dia 5 que se realiza, no Restaurante Moinho do Paúl, a Noite de Fados do SPLIU - Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades.
À semelhança do que tem acontecido em iniciativas anteriores, os fadistas são dirigentes e elementos ligados ao SPLIU.
Espera-se um jornada de são e alegre convívio entre professores e amigos, recordando alguns dos mais belos fados da tradição de Coimbra.
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