Blogue Iniciado em 31 Julho de 2008

Trova Nossa

Este Blog pretende ser um espaço de informação sobre várias matérias relacionadas com a Música e o Som de uma forma geral, mas irá ter uma preocupação muito especial com a nossa música tradicional, por um lado, e, por outro, com as Músicas do Mundo.
Estará, como é óbvio, à disposição de todos os que queiram colaborar nesta tarefa de divulgar a a nossa música e enriquecer, com o seu contributo, este espaço que se pretende de partilha.

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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Conferência “Loriga e Sacavém, histórias que se cruzam - os fios do tempo no tear da História”


Iniciou-se hoje o Ciclo de Conferências, associado à Exposição Memórias com Alma - de Loriga a Sacavém, que, como noticiámos se encontra patente no Museu da Cerâmica, em Sacavém, até ao próximo dia 31 de Maio.
A Conferência de hoje:
Loriga e Sacavém, histórias que se cruzam - os fios do tempo no tear da História” foi apresentada pela loriguense, Doutora Maria Lúcia de Brito Moura, doutorada em História Contemporânea pela Universidade de Coimbra e membro do CEHR/Universidade Católica Portuguesa e moderada pelo Dr. João Carreira.
Foi feita uma abordagem histórica à vida quotidiana das gentes de Loriga no séc. XIX e primeira metade do séc. XX.
Períodos importantes da nossa memória colectiva como a Guerra Civil entre Absolutistas e Liberais e a consequente extinção do Município de Loriga, o inicio da Industrialização, a Implantação da República, a epidemia de tifo, os movimentos operários, o fluxos migratórios para o Brasil e para a Cintura de Lisboa, com especial incidência em Sacavém, o período da 2ª Guerra Mundial e a exploração do minério, o Estado Novo e os movimentos da Acção Católica, foram analisados pela conferencista, à luz de documentos que ilustram as vivências dos loriguenses em cada um destes períodos.
Foi uma conferência bastante rica do ponto de vista da compreensão do que foram as gentes de Loriga e como viveram estas diversas situações da nossa história.
Conhecer e reflectir sobre esta realidade, pode ajudar-nos a compreender melhor o presente da nossa terra e perspectivar o futuro com um outro olhar. Um olhar que, necessáriamente, deverá ter em conta a realidade nacional e internacional, mas incidindo nas potencialidades, que Loriga, enquanto comunidade, possui e poderá aproveitar, para se afirmar numa economia global, com a genuinidade das suas gentes e das suas tradições.
Aqui deixamos um conjunto de fotografias da Conferência e da Exposição.



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A Voz... O Instrumento mais completo!...

De facto, a voz humana é o instrumento musical mais completo que existe.
A versatilidade, a riqueza tímbrica e cromática, estão mais que evidenciadas neste exemplo que partilhamos.
A Primavera, das Quatro Estações de Vivaldi, com uma interpretação excepcional - A Capella - deste quinteto - Carmel.



Ou este Eine Kleine Nachtmusik de W.A. Mozart, pelo mesmo quinteto:

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

RiBombar participa na Semana da Música da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos D. Domingos Jardo

Hoje, dia 21 de Fevereiro, o RiBombar deslocou-se a Mira Sintra, para participar na Semana da Música da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos D. Domingos Jardo.
Foi mais uma jornada de convívio e de promoção do grupo junto de outra comunidade escolar que nos recebeu de forma entusiástica.
Ao Professor Hernâni Santos, agradecemos o convite e a hospitalidade, bem como à Direcção do Agrupamento de Escolas.
Partilhamos aqui as fotos do evento e um pequeno vídeo, da responsabilidade do André Pinheiro.


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Loriga... Uma Estrela na Serra


Por ocasião da Inauguração da Exposição, Memórias com Alma - de Loriga a Sacavém, foi pedido ao João Amaro que realizasse um video a partir de um texto elaborado pela Margarida Pina e Emilia Lages, que mostrasse Loriga no seu melhor, em diversas vertentes, desde a paisagística, passando pela fauna, flora, à cultural e desportiva e até à gastronómica.
O vídeo foi uma agradável surpresa, diria mesmo que é excepcional, porque em 10 minutos, nos traz, efectivamente, o que de melhor há em Loriga.
Parabéns ao João Amaro e aos seus colaboradores, os irmãos, Carlos e Pedro e o João Ribeiro.
À Margarida e à Emilia, os meus parabéns pelo excelente texto, que sintetiza o que, de facto, é importante mostrar sobre Loriga.
Aqui partilhamos com todos os nossos leitores o referido texto e o vídeo, ambos intitulados:

Loriga, uma Estrela Na Serra...

Foto José Amaro

Uma localidade bela e notável a descobrir!


Loriga é uma das povoações mais antigas da Serra da Estrela e a mais próxima do Planalto da Torre, situada na encosta sudoeste, protegida por duas sentinelas vigilantes e altivas, a Penha do Gato e a Penha dos Abutres, próximas dos 1800 metros de altitude.

Está enquadrada num vale ímpar – o vale glaciar de Loriga - talhado há mais de 20.000 anos pela glaciação na Serra da

Estrela. O vale, de formas e curvas vincadas, tem o seu início no Planalto da Torre a cerca de 1800 m de altitude e, entre altos penhascos, escarpas abruptas e linhas de água, desce encosta abaixo numa extensão de 7 Km, até aos 290 m.

A povoação de Loriga emerge graciosa numa colina rodeada por duas Ribeiras, a da Nave e a de S. Bento, e por um engenhoso e extenso sistema de socalcos, oferecendo uma paisagem bela, surpreendente, com horizontes largos de enorme beleza.

Situa-se no coração da maior área de paisagem protegida do país - Parque Natural da Serra da Estrela, marcada por maciços rochosos de granito e xisto, uma das melhores reservas biogénicas da Europa, com grande quantidade e diversidade de vida selvagem nos desfiladeiros da alta montanha e espécies de flora únicas.

Um mundo de experiências memoráveis

Desfrutar horizontes majestosos envoltos em ar puro, sentir o imenso silêncio que as altas montanhas propiciam, entrecortado pelo som das águas das ribeiras, por alguma brisa nos pinheiros e por chocalhos lá ao longe.

Gozar o prazer da neve e desportos de inverno, acedendo em breves minutos, pela Estrada S. Bento e num enquadramento paisagístico de cortar a respiração, às pistas de esqui, localizadas na freguesia de Loriga a uma altitude próxima dos 2.000 metros.

Mergulhar na natureza, trilhando percursos pedestres desenhados por si ou já preparados a pensar em si, como é o caso da “Rota da Broa de Loriga”, com os percursos “Rota da Eira”, “Entre Socalcos e Moinhos”, “Panorâmica do Vale de Loriga”, “Milho em Terras de Xisto”.

Passear pelos caminhos, provar a água fresca das fontes, sentir o cheiro das flores e vegetação da serra: o alecrim, o rosmaninho, a urze, as mimosas, as giestas.

Deambular, sem pressas, pelas ruas e ruelas da vila, perscrutando a alma dos lugares e das gentes.

Sentir o pulsar da vida local, observar pessoas, espaços, pormenores, admirar as ruas limpas, pavimentadas a granito, enfeitadas com flores e ladeadas de água sempre a correr, descobrir vestígios do passado longínquo, usufruir da simpatia anfitriã, ouvir histórias, aperceber-se de crenças, de sonhos realizados e de sofrimentos vivenciados, perceber tradições que se mantêm e as que perduram em doces memórias.

Aprofundar a observação em passeios temáticos, com apoio do Posto de Turismo, se necessitar:

Sobre a ocupação humana de longa data, iniciada muito antes da nacionalidade, observando os vestígios que perduram, nos caminhos erigidos pelos romanos, nos bairros históricos como o ancestral Bairro de São Ginês, associado a São Gens, santo de origem céltica, em ruas emblemáticas, como a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira com características urbanas da época medieval.

A gestão da água e o esforço que representou a humanização da paisagem e o património de socalcos;

As fontes, mais de uma dezena, as histórias que encerram no longo percurso para acesso à água potável, o mar de afecto representado em três emblemáticos fontanários oferecidos pela comunidade Loriguense no Brasil;

As ribeiras e pontes, os meandros talhados na paisagem de xisto, a vida espelhada nas águas correntes que fizeram movimentar a maquinaria da histórica indústria têxtil, alimentam as levadas, permitem as culturas nos socalcos e propiciam refrescantes momentos nos poços e Praia Fluvial;

O relevante passado industrial, marcado pela importância da lã, reflectido na expressividade do património edificado e nas muitas memórias que perduram;

A religiosidade, património associado, com destaque para a Igreja Matriz, cheia de história desde a sua origem no século XIII, rituais e festas, tradições centenárias, como é o caso da “Ementa das Almas” vivenciadas com genuinidade ao longo do ano, tendo como ponto alto a festa da Nossa Senhora da Guia, na Capela do mesmo nome;

A música e o desporto, incursão por largas décadas de investimento e provas dadas, entre outras, por entidades emblemáticas como são a Banda Filarmónica de Loriga e o Grupo Desportivo Loriguense;

Deleitar-se com os sabores e a afamada cozinha loriguense, tradição recentemente realçada e que pode conhecer na obra “Loriga, Sabores de Sempre”. EM,MR

E o vídeo...



sábado, 12 de fevereiro de 2011

Inauguração da Exposição "Memórias com Alma"- de Loriga a Sacavém...



Decorreu ontem, dia 12 de Fevereiro com enorme brilhantismo, mais uma jornada de divulgação de Loriga e das sua potencialidades enquanto destino turístico de eleição.
Foi no Museu da Cerâmica de Sacavém, que se inaugurou a Exposição: Memórias com Alma - De Loriga a Sacavém.
A Sessão iniciou-se com um video promocional, de excelente qualidade, quer a nível de conteúdo, quer de pertinência dos temas abordados, realizado pelo João Amaro, com a colaboração dos seus irmãos Carlos e Pedro e do João Ribeiro.
De seguida usaram da palavra, sucessivamente, Rui Ortigueira, Presidente da ANALOR, Margarida Pina em representação da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga, o Presidente da Junta de Freguesia de Sacavém, José Leão, o Presidente da Câmara Municipal de Seia, Carlos Filipe Camelo e João Pedro Domingues, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Loures.
Encerrada a Sessão com a entrega da lembranças por parte da CM de Loures à Confraria e à CM Seia, passou-se à sala de Exposições, onde todos puderam tomar contacto com as fotos e os artefactos expostos.
Com grande adesão por parte de Loriguenses residentes na área da Grande Lisboa e por amigos de Loriga, que os acompanharam, esta inauguração encerrou com um beberete oferecido pela ANALOR, onde puderam degustar-se os produtos mais emblemáticos da Gastronomia Loriguense.
Deixamos algumas fotos ilustrativas deste evento.


A Exposição estará patente ao público, durante cerca de três meses, até ao próximo dia 31 de Maio.
Durante o período em que decorre a Exposição, a Organização realizará algumas acções ao fim de semana, nomeadamente um Ciclo de Conferências e ainda iniciativas viradas para as escolas, com a seguinte calendarização:

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26 Fevereiro, 15 horas


CONFERENCIA “Loriga e Sacavém, histórias que se cruzam - os fios do tempo no tear da História”

Maria Lúcia de Brito Moura, doutorada em História Contemporânea pela Universidade de Coimbra. Membro do CEHR/Universidade Católica Portuguesa


Uma abordagem histórica à vida quotidiana das gentes de Loriga no séc. XIX e primeira metade do séc. XX.

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19 Março, 15 horas


CONFERÊNCIA “Loriga, personalidade de um território de montanha – socalcos, floresta e água, convivência granito-xisto, a estrada para a neve”


João Fonseca Caldeira Cabral, docente universitário de Urbanismo e Arquitectura, especialista em Ordenamento do Território

João Orlindo Marques, Mestre em Museologia e Património Cultural

Victor Moura - Presidente da AG da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (a confirmar)



Destaque de cada frente assinalada, com realce do seu valor, da sua preservação, do seu potencial, do seu usufruto.

Vale de Loriga numa perspectiva mais abrangente, num enfoque especial da zona de xisto, com uma dinâmica própria na sua gestão da terra e intervenção na água, em que ressaltam os emblemáticos Poços da Broca.

O potencial da neve, referenciado através de um sonho Loriguense que demorou 40 anos a tornar-se realidade - a Estrada de S. Bento, de ligação aos cumes da Serra e às pistas de esqui da freguesia de Loriga.

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16 Abril, 15 horas

CONFERÊNCIA "Alma Loriguense, nos cantares da Quaresma – uma tradição peculiar de fundas raízes”

Joaquim Pinto Gonçalves, Professor de Ed. Musical, especializado em Gestão e Administração Educacional


A “Ementa das Almas”, origens e evolução desta tradição, com um apontamento musical ilustrativo no próprio Museu.


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28 Maio, 15 horas


Apontamento teatral "A Boda”

Coordenação Maria Eugénia Gomes, Professora,


Realce da cozinha Loriguense através da encenação no palco do Auditório da preparação de uma boda de casamento. A Boda era um ritual com muita expressividade no século passado, ao qual as afamadas cozinheiras de Loriga emprestavam o seu melhor talento.

Pretexto para referenciar e colocar em destaque os pratos mais representativos da tradição gastronómica de Loriga, confeccionados com os produtos da montanha, de que o milho, retratado na Exposição, é exemplo, conjuntamente com outros vindos dos destinos longínquos da emigração brasileira.

Em paralelo serão expostos apetrechos de cozinha utilizados pelas cozinheiras da época, com um destaque da obra “Loriga, Sabores de Sempre”, que divulga 66 receitas da altura.

Encerramento com uma degustação de sabores de Loriga.


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Iniciativas especiais para as Escolas

24 de Março, 14 de Abril, 19 de Maio

“ Incursão ao passado, com vista para o futuro - Um olhar sobre o século XX”


Visita guiada à Exposição “Memórias com Alma, de Loriga a Sacavém”


Seis escolas visitantes, 2 acções por dia, início às 10 e às 15 horas

Dinamização a cargo dos Serviços Educativos do Museu, com a participação dos Organizadores da Exposição.


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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Exposição "Memórias com Alma"- de Loriga a Sacavém...

Museu de Cerâmica de Sacavém, de 12 de Fevereiro a 31 de Maio

Depois de Loriga, em Agosto e Seia, e Dezembro, a Exposição estará novamente patente ao público, no Museu de Cerâmica de Sacavém (www.cm-loures.pt), de 12 de Fevereiro a 31 de Maio, num esforço organizativo conjunto da Confraria, ANALOR e do Museu.

Esta exposição que exibe principalmente fotografias, doadas por José Cardoso Pina à Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga, mostra-nos uma vila com personalidade, não apenas uma paisagem magnífica.

Mais do que retratos e objectos são evidenciados destinos. Operários das fábricas de lanifícios, músicos da banda, passageiros das primeiras camionetas que ligaram a vila a Seia, gente que partiu para o Brasil à procura de uma vida melhor.

São estes homens e mulheres que, com as suas histórias particulares, ajudaram a construir uma outra História, a de Loriga.

Fazedores do seu próprio destino, os loriguenses vieram buscar por terras de Loures a vida melhor que a sua Loriga lhes não podia dar.

À volta de Sacavém, na trefilagem do arame, nos curtumes, na cortiça, nos tecidos, nas tintas, na loiça, empregaram a força das mãos moldadas no amanho da terra, dos animais e do fio da lã.

Ao acolher esta exposição, o Museu de Cerâmica de Sacavém, enquanto fiel depositário do legado patrimonial da antiga Fábrica de Loiça de Sacavém, torna-se no fio condutor que volta a unir estas duas terras, na construção de uma memória colectiva, num diálogo aberto entre passado e presente.

Os Círios e a Gaita de Foles... Uma tradição da Estremadura


Os Círios, são rituais de romarias populares, muito celebrados na Estremadura, particularmente na Região Oeste.
Trata-se de romagens de grupos, mais ou menos numerosos consoante a importância das localidades onde são promovidos, a locais sagrados onde, ancestralmente, se celebravam as colheitas, as graças recebidas e se pedia protecção para as pessoas e os animais, tão necessários às tarefas agrícolas.
Há ainda uma quantidade razoável de rituais deste género em que os grupos se deslocam do interior para locais de culto situados no litoral. Outros realizam-se levando os grupos, dos vales e planícies para santuários situados em locais elevados como serras e montes.
Dois exemplos concretos de Círios que ainda se realizam ou realizaram há pouco tempo são o Círio da Ribeira de Pedrulhos (Torres Vedras) para a Praia de S. Julião, no Concelho de Mafra, perto da Ericeira. O outro é o Círio de Ponte do Rol (Torres Vedras), para o Santuário de Santa Cristina, na Serra do Socorro.
Relativamente a este último, deixamos aqui um vídeo realizado por António Caldas, que nos autorizou a publicá-lo aqui ( o que, desde já agradecemos):


Nestes rituais, a Gaita de Foles assumia um papel de destaque. Por um lado, devido à sua mobilidade, por outro a dignidade que lhe era atribuída, como instrumento nobre ao qual era permitido entrar na Igreja, colocavam-na numa situação privilegiada para participar, nestes actos cerimoniais.
A par da tradição religiosa popular destes rituais, havia, também associado um outro ritual profano, de carácter gregário, que era o pretexto para reunir amigos e familiares e celebrar o Círio, comendo, bebendo e dançando.
Assim, uma parte era dedicada ao ritual religioso mas havia uma outra parte dedicada ao ritual profano. Também aqui a Gaita de Foles, continua no centro do ritual, sendo responsável pela animação, agora com um repertório de outro cariz mais ligeiro.
Mais uma vez nos socorremos de um video do António Caldas, que nos mostra a "Festa", com a Gaita de Foles do Ti Joaquim Roque, um dos mais proeminente gaiteiros da região.




Joaquim Roque é, com 75 anos de idade, o último tocador de gaita-de-fole vivo no concelho de Torres Vedras e um dos últimos gaiteiros antigos em toda a Estremadura. Nasceu a 24 de Março de 1936 na Cadriceira, Freguesia de Turcifal, residindo actualmente em Pedra Pequena, na Freguesia de S. Pedro da Cadeira.

Ao longo dos últimos cinquenta anos, a sua actividade como gaiteiro levou-o a acompanhar os círios do concelho aos mais diversos santuários religiosos da Estremadura, tendo ainda contribuído com a sua arte musical para a alegria e divertimento do povo torreense, nos bailes de aldeia, nos bailes dos círios, no cortejo do Carnaval, quer ainda em simples convívios vicinais.

O seu saber, os seus dotes musicais, a simpatia e a disponibilidade para ensinar fazem de Joaquim Roque uma figura ímpar, sendo estimado por todos os que com ele têm convivido, entre os quais cumpre destacar os jovens tocadores de gaita-de-fole, que dele têm colhido importantes ensinamentos ligados a este instrumento musical.

Por influência e estímulo de Joaquim Roque, trabalhador rural que ainda hoje mantém a sua actividade de gaiteiro, alguns destes jovens participam hoje em círios do concelho de Torres Vedras, perpetuando assim no presente e no futuro próximo uma prática musical que remonta a grande antiguidade na região Oeste, e que Joaquim Roque soube manter viva até hoje.


A versatilidade deste instrumento, permitiu-lhe manter-se no centro da tradição musical desta região, como se pode constatar pela leitura dos textos da responsabilidade de José Alberto Sardinha, publicados, no site At-Tambur.

Para ler esses textos clicar sobre o Link:

Deixamos aqui um pequeno excerto desses textos:

"Para além da função lúdica, a gaita-de-foles assume na Estremadura um importante papel cerimonial, de que, desde logo, se destaca o acompanhamento de peditórios, os mais variados, mas todos eles ligados a assuntos piedosos: reportamo-nos de novo às gravuras antigas que já citámos, nomeadamente as que representam o gaiteiro no peditório para a Sopa dos Pobres e para a Festa do Espírito Santo. Em geral, todas as festividades religiosas, designadamente como já dissemos os círios, incluíam – e incluem ainda – um peditório organizado pelo Juiz e pelos festeiros que, encabeçado pela «bandeira» ou pendão do santo festejado e ao som da gaita-de-foles, percorre, desde umas semanas antes da festa, as ruas da aldeia bem como as localidades vizinhas e, às vezes, até longínquas (como foi o caso, de termos encontrado o Círio de Almeirinho Clemente a Santa Quitéria de Meca fazendo o peditório em plena vila da Ericeira)."

Deixamos, aqui, também um descrição de um dos Círios mais importantes do Concelho de Alenquer:

De entre estas peregrinações colectivas, o Círio de Olhalvo à Senhora da Nazaré ocupa um lugar de relevo, apesar de ter perdido o seu aspecto primitivo, e com ele o colorido das galeras enfeitadas e a frescura da música da gaita-de-foles ou da flauta pastoril.

Inicia-se na sexta-feira anterior ao terceiro domingo de Setembro. Um dia antes da partida, os festeiros percorrem os três lugares da freguesia fazendo um peditório.

Noutros tempos, na época das descansadas galeras, a partida era na Quinta-feira, ao som festivo do estalejar de foguetes e morteiros. À frente iam o pendão e a bandeira, levados por cavaleiros, seguidos das muitas galeras engalanadas.

Dormia-se nas Caldas da rainha e pela manhã de Sexta-feira dava-se a chegada ao Santuário. Hoje já não é preciso dormir nas Caldas. Os automóveis possibilitam que se parta na manhã de Sexta-feira.

Mas o cerimonial no santuário não mudou. A chegada é pelas 10 horas. À entrada da povoação, o pároco e a banda de música esperam os peregrinos e em procissão dirigem-se todos para a igreja do santuário. Aí, depois de dadas três voltas em torno desta, segue-se a missa cantada com sermão.

Nos cadeirais que rodeiam a capela-mor sentam-se os festeiros do Círio e dois deles seguram tochas de ambos os lados do altar. Na procissão que se segue à missa compete a homens do Círio pegar às varas do pálio.

E porque à Nazaré se ia, nessa altura, só por esta razão, imediatamente se pensava na volta.

Pelas três da tarde, ao som do badalar dos sinos, punham-se as galeras em marcha para o regresso. Outra noite dormida nas Caldas e, pelas cinco da tarde de Sábado, chegava-se a Olhalvo para deixar na igreja o pendão e a bandeira. Com transportes mais rápidos, o regresso tem, hoje em dia, lugar no Domingo - as insígnias são recolhidas na igreja às cinco da tarde.

Segunda-feira parte o cortejo do Círio do lugar do Cruzeiro, Olhalvo, para a igreja.

Depois das três voltas tradicionais nas ruas em frente do adro, o cortejo entra na igreja que, nesse dia, é pequena para acolher devotos e peregrinos. A ladainha e um sermão encerram o Círio à Senhora da Nazaré.

A tradição do círio de Olhalvo mantém-se, precisando-se, até, na sua organização. Sendo, de início, comum a toda a freguesia, passou, em determinado momento (quando, não se sabe), a ser tomada alternadamente por festeiros de cada um dos três principais lugares da freguesia: Olhalvo, Pocariça e Penafirme da Mata.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Começou o Carnaval de Torres 2011...

Iniciou-se hoje, dia 5 de Fevereiro, a edição 2011 do Carnaval mais Português de Portugal - O Carnaval de Torres Vedras.
Com a Inauguração do Monumento do Carnaval, foi dado o pontapé de saida para o Carnaval de Torres 2011.
O RiBombar, marcou presença nesta cerimónia,. que levou o Cortejo Carnavalesco, desde o Mercado Municipal até à Praça da República, onde se procedeu à referida inauguração.
No Cortejo integraram-se os membros da Confraria do Carnaval, os Ministros e as Matrafonas, alguns Grupos que se destacaram no ano transacto, os habituais "Cabeçudos" e o RiBombar.
Aqui partilhamos fotos e video do evento




sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Imaginei... uma escola... de sucesso... livre, inclusiva, alegre...feliz.

Esta foi a mensagem final da homenagem, realizada no Sábado passado, à memória do Prof. Fernando Couto Ferreira.
Como se pode ver no vídeo que aqui publicamos, toda a Comunidade Educativa, unida e de mãos dadas, cantou este ideal...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Homenagem ao Prof. Fernando Ferreira... Uma prova de vitalidade do Agrup. de Escolas Pe. Vitor Melícias

No passado Sábado, dia 29 de Janeiro de 2011, foi realizada uma homenagem ao Professor Fernando do Couto Ferreira, Director do nosso Agrupamento, recentemente falecido. Nesta homenagem foi dado o nome do professor Fernando ao pavilhão gimnodesportivo, que agora passa a chamar-se Pavilhão Desportivo Fernando do Couto Ferreira. Esta homenagem contou com a presença da família do homenageado, do Patrono, o Sr Padre Victor Melícias, do Sr. presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, dos Presidentes de Junta de Freguesia, das Freguesias abrangidas pelo Agrupamento: Maceira, A-dos-Cunhados, Ponte do Rol, São Pedro e Santiago e Santa Maria e de toda a comunidade educativa, que praticamente lotou o pavilhão.
Esta homenagem começou pelo descerrar da Placa com o nome do Pavilhão Gimnodesportivo. Contámos com discursos da professora Teresa Carmo, Presidente da CAP, do Sr. Padre Victor Melicias, do Dr. Carlos Miguel, Preseidente da CM de Torres Vedras, do professor José Agostinho, em nome dos membros da Comissão instaladora da Escola, Professores Tomé Borges e José Simões.
Nesta cerimónia houve um momento de poesia realizado pelo Clube de Contadores de Histórias. Contámos também com actuações do Som da Malta, das Gaitas de Foles do Grupo Ribombar e de canções cantadas por alunos e professores em simultâneo. Ocorreu, também, uma entrega de medalhas comemorativas da homenagem, à família e às entidades presentes..
A parte mais emocionante deste espectáculo foi o slide show de homenagem ao professor Fernando que soltou muitas lágrimas em boa parte dos presentes. A encerrar, a melodia de John Lennon, Imagine, deu suporte a um poema alusivo ao Projecto Educativo do nosso Agrupamento, idealizado pelo homenageado, tocado e cantado ao vivo, com toda a gente de mãos dadas, como era sugerido pela letra da canção, entoando o refrão .
Foi um espectáculo bonito e muito emocionante, foi uma homenagem muito importante para a escola, agrupamento e comunidade educativa.

Pode ver em seguida algumas fotos deste evento:

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