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sábado, 26 de fevereiro de 2011
Conferência “Loriga e Sacavém, histórias que se cruzam - os fios do tempo no tear da História”
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
A Voz... O Instrumento mais completo!...
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
RiBombar participa na Semana da Música da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos D. Domingos Jardo
Foi mais uma jornada de convívio e de promoção do grupo junto de outra comunidade escolar que nos recebeu de forma entusiástica.
Ao Professor Hernâni Santos, agradecemos o convite e a hospitalidade, bem como à Direcção do Agrupamento de Escolas.
Partilhamos aqui as fotos do evento e um pequeno vídeo, da responsabilidade do André Pinheiro.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Loriga... Uma Estrela na Serra
Loriga, uma Estrela Na Serra...
Uma localidade bela e notável a descobrir!
Loriga é uma das povoações mais antigas da Serra da Estrela e a mais próxima do Planalto da Torre, situada na encosta sudoeste, protegida por duas sentinelas vigilantes e altivas, a Penha do Gato e a Penha dos Abutres, próximas dos 1800 metros de altitude.
Está enquadrada num vale ímpar – o vale glaciar de Loriga - talhado há mais de 20.000 anos pela glaciação na Serra da
Estrela. O vale, de formas e curvas vincadas, tem o seu início no Planalto da Torre a cerca de 1800 m de altitude e, entre altos penhascos, escarpas abruptas e linhas de água, desce encosta abaixo numa extensão de 7 Km, até aos 290 m.
A povoação de Loriga emerge graciosa numa colina rodeada por duas Ribeiras, a da Nave e a de S. Bento, e por um engenhoso e extenso sistema de socalcos, oferecendo uma paisagem bela, surpreendente, com horizontes largos de enorme beleza.
Situa-se no coração da maior área de paisagem protegida do país - Parque Natural da Serra da Estrela, marcada por maciços rochosos de granito e xisto, uma das melhores reservas biogénicas da Europa, com grande quantidade e diversidade de vida selvagem nos desfiladeiros da alta montanha e espécies de flora únicas.
Um mundo de experiências memoráveis
Desfrutar horizontes majestosos envoltos em ar puro, sentir o imenso silêncio que as altas montanhas propiciam, entrecortado pelo som das águas das ribeiras, por alguma brisa nos pinheiros e por chocalhos lá ao longe.
Gozar o prazer da neve e desportos de inverno, acedendo em breves minutos, pela Estrada S. Bento e num enquadramento paisagístico de cortar a respiração, às pistas de esqui, localizadas na freguesia de Loriga a uma altitude próxima dos 2.000 metros.
Mergulhar na natureza, trilhando percursos pedestres desenhados por si ou já preparados a pensar em si, como é o caso da “Rota da Broa de Loriga”, com os percursos “Rota da Eira”, “Entre Socalcos e Moinhos”, “Panorâmica do Vale de Loriga”, “Milho em Terras de Xisto”.
Passear pelos caminhos, provar a água fresca das fontes, sentir o cheiro das flores e vegetação da serra: o alecrim, o rosmaninho, a urze, as mimosas, as giestas.
Deambular, sem pressas, pelas ruas e ruelas da vila, perscrutando a alma dos lugares e das gentes.
Sentir o pulsar da vida local, observar pessoas, espaços, pormenores, admirar as ruas limpas, pavimentadas a granito, enfeitadas com flores e ladeadas de água sempre a correr, descobrir vestígios do passado longínquo, usufruir da simpatia anfitriã, ouvir histórias, aperceber-se de crenças, de sonhos realizados e de sofrimentos vivenciados, perceber tradições que se mantêm e as que perduram em doces memórias.
Aprofundar a observação em passeios temáticos, com apoio do Posto de Turismo, se necessitar:
Sobre a ocupação humana de longa data, iniciada muito antes da nacionalidade, observando os vestígios que perduram, nos caminhos erigidos pelos romanos, nos bairros históricos como o ancestral Bairro de São Ginês, associado a São Gens, santo de origem céltica, em ruas emblemáticas, como a Rua de Viriato e a Rua da Oliveira com características urbanas da época medieval.
A gestão da água e o esforço que representou a humanização da paisagem e o património de socalcos;
As fontes, mais de uma dezena, as histórias que encerram no longo percurso para acesso à água potável, o mar de afecto representado em três emblemáticos fontanários oferecidos pela comunidade Loriguense no Brasil;
As ribeiras e pontes, os meandros talhados na paisagem de xisto, a vida espelhada nas águas correntes que fizeram movimentar a maquinaria da histórica indústria têxtil, alimentam as levadas, permitem as culturas nos socalcos e propiciam refrescantes momentos nos poços e Praia Fluvial;
O relevante passado industrial, marcado pela importância da lã, reflectido na expressividade do património edificado e nas muitas memórias que perduram;
A religiosidade, património associado, com destaque para a Igreja Matriz, cheia de história desde a sua origem no século XIII, rituais e festas, tradições centenárias, como é o caso da “Ementa das Almas” vivenciadas com genuinidade ao longo do ano, tendo como ponto alto a festa da Nossa Senhora da Guia, na Capela do mesmo nome;
A música e o desporto, incursão por largas décadas de investimento e provas dadas, entre outras, por entidades emblemáticas como são a Banda Filarmónica de Loriga e o Grupo Desportivo Loriguense;
Deleitar-se com os sabores e a afamada cozinha loriguense, tradição recentemente realçada e que pode conhecer na obra “Loriga, Sabores de Sempre”. EM,MR
E o vídeo...
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Inauguração da Exposição "Memórias com Alma"- de Loriga a Sacavém...
26 Fevereiro, 15 horas
CONFERENCIA “Loriga e Sacavém, histórias que se cruzam - os fios do tempo no tear da História”
Maria Lúcia de Brito Moura, doutorada em História Contemporânea pela Universidade de Coimbra. Membro do CEHR/Universidade Católica Portuguesa
Uma abordagem histórica à vida quotidiana das gentes de Loriga no séc. XIX e primeira metade do séc. XX.
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19 Março, 15 horas
CONFERÊNCIA “Loriga, personalidade de um território de montanha – socalcos, floresta e água, convivência granito-xisto, a estrada para a neve”
João Fonseca Caldeira Cabral, docente universitário de Urbanismo e Arquitectura, especialista em Ordenamento do Território
João Orlindo Marques, Mestre em Museologia e Património Cultural
Victor Moura - Presidente da AG da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga (a confirmar)
Destaque de cada frente assinalada, com realce do seu valor, da sua preservação, do seu potencial, do seu usufruto.
Vale de Loriga numa perspectiva mais abrangente, num enfoque especial da zona de xisto, com uma dinâmica própria na sua gestão da terra e intervenção na água, em que ressaltam os emblemáticos Poços da Broca.
O potencial da neve, referenciado através de um sonho Loriguense que demorou 40 anos a tornar-se realidade - a Estrada de S. Bento, de ligação aos cumes da Serra e às pistas de esqui da freguesia de Loriga.
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16 Abril, 15 horas
CONFERÊNCIA "Alma Loriguense, nos cantares da Quaresma – uma tradição peculiar de fundas raízes”
Joaquim Pinto Gonçalves, Professor de Ed. Musical, especializado em Gestão e Administração Educacional
A “Ementa das Almas”, origens e evolução desta tradição, com um apontamento musical ilustrativo no próprio Museu.
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28 Maio, 15 horas
Apontamento teatral "A Boda”
Coordenação Maria Eugénia Gomes, Professora,
Realce da cozinha Loriguense através da encenação no palco do Auditório da preparação de uma boda de casamento. A Boda era um ritual com muita expressividade no século passado, ao qual as afamadas cozinheiras de Loriga emprestavam o seu melhor talento.
Pretexto para referenciar e colocar em destaque os pratos mais representativos da tradição gastronómica de Loriga, confeccionados com os produtos da montanha, de que o milho, retratado na Exposição, é exemplo, conjuntamente com outros vindos dos destinos longínquos da emigração brasileira.
Em paralelo serão expostos apetrechos de cozinha utilizados pelas cozinheiras da época, com um destaque da obra “Loriga, Sabores de Sempre”, que divulga 66 receitas da altura.
Encerramento com uma degustação de sabores de Loriga.
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Iniciativas especiais para as Escolas
24 de Março, 14 de Abril, 19 de Maio
“ Incursão ao passado, com vista para o futuro - Um olhar sobre o século XX”
Visita guiada à Exposição “Memórias com Alma, de Loriga a Sacavém”
Seis escolas visitantes, 2 acções por dia, início às 10 e às 15 horas
Dinamização a cargo dos Serviços Educativos do Museu, com a participação dos Organizadores da Exposição.
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Exposição "Memórias com Alma"- de Loriga a Sacavém...
Museu de Cerâmica de Sacavém, de 12 de Fevereiro a 31 de Maio
Depois de Loriga, em Agosto e Seia, e Dezembro, a Exposição estará novamente patente ao público, no Museu de Cerâmica de Sacavém (www.cm-loures.pt), de 12 de Fevereiro a 31 de Maio, num esforço organizativo conjunto da Confraria, ANALOR e do Museu.
Esta exposição que exibe principalmente fotografias, doadas por José Cardoso Pina à Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga, mostra-nos uma vila com personalidade, não apenas uma paisagem magnífica.
Mais do que retratos e objectos são evidenciados destinos. Operários das fábricas de lanifícios, músicos da banda, passageiros das primeiras camionetas que ligaram a vila a Seia, gente que partiu para o Brasil à procura de uma vida melhor.
São estes homens e mulheres que, com as suas histórias particulares, ajudaram a construir uma outra História, a de Loriga.
Fazedores do seu próprio destino, os loriguenses vieram buscar por terras de Loures a vida melhor que a sua Loriga lhes não podia dar.
À volta de Sacavém, na trefilagem do arame, nos curtumes, na cortiça, nos tecidos, nas tintas, na loiça, empregaram a força das mãos moldadas no amanho da terra, dos animais e do fio da lã.
Ao acolher esta exposição, o Museu de Cerâmica de Sacavém, enquanto fiel depositário do legado patrimonial da antiga Fábrica de Loiça de Sacavém, torna-se no fio condutor que volta a unir estas duas terras, na construção de uma memória colectiva, num diálogo aberto entre passado e presente.
Os Círios e a Gaita de Foles... Uma tradição da Estremadura


Ao longo dos últimos cinquenta anos, a sua actividade como gaiteiro levou-o a acompanhar os círios do concelho aos mais diversos santuários religiosos da Estremadura, tendo ainda contribuído com a sua arte musical para a alegria e divertimento do povo torreense, nos bailes de aldeia, nos bailes dos círios, no cortejo do Carnaval, quer ainda em simples convívios vicinais.
O seu saber, os seus dotes musicais, a simpatia e a disponibilidade para ensinar fazem de Joaquim Roque uma figura ímpar, sendo estimado por todos os que com ele têm convivido, entre os quais cumpre destacar os jovens tocadores de gaita-de-fole, que dele têm colhido importantes ensinamentos ligados a este instrumento musical.
Por influência e estímulo de Joaquim Roque, trabalhador rural que ainda hoje mantém a sua actividade de gaiteiro, alguns destes jovens participam hoje em círios do concelho de Torres Vedras, perpetuando assim no presente e no futuro próximo uma prática musical que remonta a grande antiguidade na região Oeste, e que Joaquim Roque soube manter viva até hoje.
Inicia-se na sexta-feira anterior ao terceiro domingo de Setembro. Um dia antes da partida, os festeiros percorrem os três lugares da freguesia fazendo um peditório.
Noutros tempos, na época das descansadas galeras, a partida era na Quinta-feira, ao som festivo do estalejar de foguetes e morteiros. À frente iam o pendão e a bandeira, levados por cavaleiros, seguidos das muitas galeras engalanadas.
Dormia-se nas Caldas da rainha e pela manhã de Sexta-feira dava-se a chegada ao Santuário. Hoje já não é preciso dormir nas Caldas. Os automóveis possibilitam que se parta na manhã de Sexta-feira.
Mas o cerimonial no santuário não mudou. A chegada é pelas 10 horas. À entrada da povoação, o pároco e a banda de música esperam os peregrinos e em procissão dirigem-se todos para a igreja do santuário. Aí, depois de dadas três voltas em torno desta, segue-se a missa cantada com sermão.
Nos cadeirais que rodeiam a capela-mor sentam-se os festeiros do Círio e dois deles seguram tochas de ambos os lados do altar. Na procissão que se segue à missa compete a homens do Círio pegar às varas do pálio.
E porque à Nazaré se ia, nessa altura, só por esta razão, imediatamente se pensava na volta.
Pelas três da tarde, ao som do badalar dos sinos, punham-se as galeras em marcha para o regresso. Outra noite dormida nas Caldas e, pelas cinco da tarde de Sábado, chegava-se a Olhalvo para deixar na igreja o pendão e a bandeira. Com transportes mais rápidos, o regresso tem, hoje em dia, lugar no Domingo - as insígnias são recolhidas na igreja às cinco da tarde.
Segunda-feira parte o cortejo do Círio do lugar do Cruzeiro, Olhalvo, para a igreja.
Depois das três voltas tradicionais nas ruas em frente do adro, o cortejo entra na igreja que, nesse dia, é pequena para acolher devotos e peregrinos. A ladainha e um sermão encerram o Círio à Senhora da Nazaré.
A tradição do círio de Olhalvo mantém-se, precisando-se, até, na sua organização. Sendo, de início, comum a toda a freguesia, passou, em determinado momento (quando, não se sabe), a ser tomada alternadamente por festeiros de cada um dos três principais lugares da freguesia: Olhalvo, Pocariça e Penafirme da Mata.